Flavio Bolsonaro Não Nos Deixa Cair Na Monotonia É Rolo Atrás de Rolo
Pelo menos Flávio Bolsonaro não nos deixa cair na monotonia: é rolo atrás de rolo, como se a campanha fosse uma série policial produzida por gente que considera prestação de contas um spoiler.
Mal esfriaram os áudios em que ele negociava R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para o filme do papai - com R$ 61 milhões repassados, segundo as reportagens -, surge a foto: Flávio, de óculos escuros e joinha, ao lado de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, apontado pela PF como operador da turma que monitorava, intimidava e exercia “pressão física” sobre desafetos do banqueiro.
A explicação do candidato é uma obra-prima: ele seria “extremamente popular”, tira fotos com desconhecidos e não conhece o homem. Claro, Vorcaro era apenas um banqueiro casual que lhe mandou dezenas de milhões; Sicário, um fã de hotel; e cada escândalo, uma coincidência perseguindo injustamente a família mais azarada da República.
O filme se chama Dark Horse; a campanha já virou True Crime.
Flávio 2026: cada selfie, uma crise; cada desmentido, um episódio novo.
Julio Benchimol Pinto



Comentários