A Picanha Do Mito Veio Com Recheio

 


Leandro Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás, aquele que estampava Bolsonaro na carne, servia churrasco na caminhada de Nikolas e circulava com Flávio, Wilder, Gayer e toda a confraria dos varões da moral, foi denunciado por uma mulher trans.

Segundo ela, o patriota contratou um programa por R$ 500, queria ser passivo, mas a profissional não fazia o papel ativo. Frustrado, teria dado o calote, ameaçado e ainda apelado para a transfobia..


A carne era “do mito”; a linguiça, aparentemente, seguia agenda própria.


No cabaré bolsonarista, a fachada anuncia Deus, Pátria e Família, mas, nos fundos, funciona o rodízio: hipocrisia à vontade, moral embalada a vácuo e conta pendurada no CPF do próximo.


Depois de financiar caminhada de Nikolas, o empresário teria se perdido numa trilha bem mais sinuosa: o frigorífico virou comitê, o comitê virou motel e a extrema direita, como sempre, deixou o rabo de fora.

   Julio Benchimol Pinto

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