O Cabaré Continua Pegando Fogo
Zé Trovão chamou de “covarde” o silêncio de Bolsonaro depois da derrota.
Eduardo Bolsonaro, fiscal de pureza da família, surtou nas redes e lembrou que o deputado fugiu para o México, voltou, elegeu-se pelo partido do mito e agora resolveu cuspir no altar onde beijou a mão.
Depois, Zé tentou explicar: não chamou Bolsonaro de covarde; chamou de covarde apenas o silêncio de Bolsonaro. Ah, bom. No bolsonarismo, até a coragem terceiriza a culpa.
O detalhe saboroso: Jair Renan quer disputar voto em Santa Catarina, território eleitoral de Zé Trovão. Aí tudo fica mais claro: quando a herança aperta, a seita vira inventário litigioso.
O mito em silêncio, o filho em ataque, o trovão em recuo, o cabaré pegando fogo e o povo do 8 de Janeiro descobrindo, tarde demais, que serviu de carvão para churrasco de gabinete.
Julio Benchimol Pinto



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