Cadê O Contrato, Flavio?
Flávio Bolsonaro disse que estava “100% disposto” a abrir o contrato de financiamento do Dark Horse. Bonito.
Depois vieram os poréns: fundo privado nos EUA, compliance, autorização, auditoria, prestação de contas, perícia genérica, fumaça aromatizada e aquele velho perfume de transparência que desaparece quando alguém pede documento.
O filme teria recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, o banqueiro do Banco Master. A Polícia Federal quer seguir o rastro. O STF entregou o caso a André Mendonça. O TSE ainda não enfrentou o mérito. A oposição fala em caixa dois, abuso econômico, lavagem e campanha disfarçada de cinebiografia.
Enquanto isso, o contrato segue mais sumido que liberal bolsonarista diante de uma mamata familiar.
A pergunta é simples: se é tudo legal, por que esconder?
Entreguem o contrato. Abram as contas. Identifiquem os financiadores. Mostrem quem pagou, quem recebeu, por onde passou e para que serviu.
Filme de herói não precisa de caixa-preta; precisa de roteiro. E, neste caso, o roteiro começa com uma palavra que o clã detesta quando é com eles: investigação.
Julio Benchimol Pinto



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