Valdemar Inventou O Parlamentar Sem Voto

 


Segundo a Polícia Federal, Valdemar Costa Neto, presidente do PL e cidadão sem um único voto no Congresso, teria comandado um balcão clandestino de emendas parlamentares no valor de R$ 119 milhões.

Vinte e uma emendas. Cerca de R$ 104 milhões já pagos. Deputados aparecendo oficialmente como autores de indicações que, segundo a PF, teriam sido decididas pelo cacique do partido.


Ou seja, o eleitor escolhia o deputado, o Tesouro bancava a emenda e Valdemar segurava o controle remoto.


Nas planilhas, havia até uma espécie de cota identificada como “VCN”. Discrição de quadrilha de desenho animado: faltou apenas uma pasta chamada “dinheiro público desviado - confidencial”.


Flávio Dino bloqueou bens de Valdemar até o limite de R$ 119 milhões, suspendeu as despesas investigadas e exigiu da Câmara toda a documentação do esquema.


O PL, partido que passa o dia berrando contra o “sistema”, teria montado um sistema particular dentro do sistema - com verba pública, autoria de aluguel e Valdemar no caixa.


O orçamento secreto ganhou presidente de partido, planilha e apelido. Só continuou faltando vergonha.

 Julio Benchimol Pinto

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