Flavio Abre A Campanha Com O Kit Hereditário

 


A quatro dias da convenção, Flávio Bolsonaro reuniu diplomatas para repetir a mentira de que as urnas brasileiras teriam origem na venezuelana Smartmatic - falsidade já desmentida pela Justiça Eleitoral.

É a reciclagem sustentável do golpismo: pega-se a mentira velha do pai, troca-se o palácio por uma sala de reuniões e espera-se resultado diferente. O pai perdeu os direitos políticos depois de atacar as urnas diante de diplomatas. O filho olhou para o desastre e enxergou um tutorial.


Enquanto pede observadores internacionais para vigiar uma fraude imaginária, Flávio ainda procura vice, aliados, palanques estaduais e um centrão disposto a embarcar. Tereza Cristina recusou o convite. União Brasil, PP e Republicanos reclamam da falta de diálogo. O coordenador da campanha já admite chegar à convenção sem companheiro de chapa.


Depois do estrago provocado pelo Banco Master, Flávio voltou a rondar Ciro Nogueira e Antonio Rueda. Quer tempo de televisão, estrutura e apoio regional, mas parece ter esquecido que o centrão só acredita em amor com firma reconhecida, ministério prometido e emenda no bolso.


Dentro de casa, Michelle e Eduardo trocaram gentilezas públicas. Eduardo chamou de “imaturidade” o vídeo da madrasta expondo a guerra familiar.


A candidatura ainda nem foi oficializada e já tem mentira sobre urna, vice desaparecido, aliados desconfiados, irmão brigando com madrasta e o pai escolhendo a chapa.


O programa de governo pode esperar. O cabaré já abriu para o expediente.

  Júlio  Benchimol  Pinto

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