Dark Horse Virou Dark Money

 


A Polícia Federal avalia acionar a difusão prateada da Interpol para rastrear, no exterior, o dinheiro ligado ao filme Dark Horse, articulado por Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.

A ferramenta segue contas, empresas, imóveis e outros ativos em diversos países. Traduzindo do juridiquês internacional: a PF quer saber de onde vieram os milhões, por onde passaram, quem os controlou e onde desembarcaram.


A investigação envolve cerca de R$ 61 milhões já repassados, dentro de um compromisso que teria alcançado US$ 24 milhões. Reportagens apontaram estruturas financeiras nos Estados Unidos e na Europa. Flávio admite ter buscado o financiamento, mas nega irregularidades. Eduardo Bolsonaro também nega ter recebido dinheiro.


Flávio não virou fugitivo internacional; virou personagem central de uma caça internacional ao dinheiro - o que, para candidato à Presidência da República, já produz um cartaz eleitoral difícil de explicar.


O filme pretendia contar a epopeia de Jair Bolsonaro; a PF agora quer descobrir se Dark Horse era cinema, biombo financeiro ou um cofre com trilha sonora patriótica.


    Júlio Benchimol Pinto 

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