O Cavalo do Coaf
Flávio Bolsonaro montou num cavalo em Barretos e, sem perceber, posou para a melhor sinopse de sua campanha: um candidato cercado por celulares, tentando parecer épico, enquanto o dinheiro do filme do papai galopa pelos Estados Unidos.
A piauí revelou que o Coaf identificou uma movimentação atípica de US$ 12,3 milhões entre a Entre Investimentos, ligada ao ecossistema de Daniel Vorcaro, e a Havengate, fundo americano encarregado dos recursos da cinebiografia de Jair Bolsonaro.
André Mendonça autorizou o inquérito. A Polícia Federal agora investiga lavagem de dinheiro, evasão de divisas e eventual corrupção.
O roteiro reúne banqueiro, fundo texano, operador financeiro, dinastia política, culto ao patriarca e milhões atravessando fronteiras para produzir a versão cinematográfica do Messias.
Flávio sonhava entrar na eleição como dark horse, mas acabou protagonista de um western financeiro dirigido pelo Coaf.
A responsabilidade criminal será apurada com prova e devido processo; a responsabilidade estética por esta fotografia já transitou em julgado.
E convém preservar a honra do único personagem da cena que, até agora, nada tem a explicar à Polícia Federal: o cavalo.
Júlio Benchimol Pinto



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