Pastora e Pré- Candidata do PL

 


Desde que publiquei o caso da pastora e pré-candidata do PL filmada dando tapas e arremessando uma pedra contra um trabalhador, algumas pessoas perguntaram: o que Flávio Bolsonaro tem a ver com isso? Tudo.

Renata Vieira circula no bolsonarismo, posa com seus líderes, recebe apoio político e repete sua liturgia: Deus na legenda, violência na prática e perseguição imaginária assim que aparece uma câmera.


O sofá não cabia no elevador. A civilidade também não coube na candidata.

Depois dos tapas e da pedrada registrados em vídeo, veio o roteiro clássico: ela virou vítima, o trabalhador virou agressor e a confusão ganhou uma conspiração política ainda sem prova pública. No bolsonarismo, cada flagrante já nasce acompanhado de um álibi ideológico.

Esse episódio revela o tipo de sociedade vendido por Flávio Bolsonaro, sua família e seus aliados: autoridade para os de cima, humilhação para os de baixo; trabalhador tratado como serviçal; agressividade confundida com coragem; arrogância apresentada como liderança; Bíblia usada como biombo para qualquer brutalidade.


“Deus, Pátria, Família e Liberdade”, proclamam.E, quando o móvel atrasa, acrescentam tapa, pedra e mordida na panturrilha.

A pastora talvez seja apenas uma pré-candidata. Politicamente, porém, já está diplomada. Recebeu o título máximo do bolsonarismo: agride, inventa uma perseguição e se proclama mártir.


Julio Benchimol Pinto

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