Zambelli agora descobriu que também existe “perseguição política” fora do Brasil. Desta vez, o problema não é o STF; é o Judiciário italiano.
A cena é conhecida. Quando o processo anda, o juiz é suspeito. Quando a decisão se aproxima, o tribunal vira inimigo. E quando o direito acaba, entra em campo a narrativa: “não é Justiça, é política”. Clássico do manual bolsonarista. Testado, repetido, gasto.
Só que há um detalhe incômodo: a Itália não joga esse jogo. Lá, pedir troca de juízes não é chilique institucional nem performance para rede social; exige causa concreta, fato objetivo, vício real.
É a exportação de um método: desacreditar instituições quando elas deixam de servir. No Brasil, isso virou rotina. Na Itália, costuma virar nota de rodapé - e processo andando.
Spoiler: na Itália, o juiz não precisa agradar o réu; só precisa aplicar a lei. E isso, para certos personagens, sempre parece perseguição.
Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto















