Banco Master Quando a Gente Acha Que Acabou Surge Outro Episódio
O Banco Master já parece uma série ruim da Netflix: quando a gente acha que acabou, surge outro episódio - pior, mais caro e com elenco bolsonarista.
Agora o STJ investiga Mauro Mendes, ex-governador de Mato Grosso, por suspeitas ligadas ao credenciamento do Master no Credcesta, programa de consignado para servidores estaduais.
O roteiro é uma belezura: decreto criando margem exclusiva, pedido do banco, processo aberto, parecer favorável e autorização administrativa em velocidade de motoboy com sirene - tudo em poucos dias. A burocracia brasileira, que costuma andar de bengala, de repente virou Fórmula 1.
Mendes nega irregularidades. Diz que o Master era só uma entre várias instituições credenciadas. Claro, só faltou explicar por que a fila andou como se tivesse crachá VIP.
O detalhe saboroso: o caso não envolve cinema, vaquinha patriótica nem dublagem de fracasso. Aqui o buraco é outro: servidor público, consignado, desconto em folha e banco investigado por suspeitas bilionárias.
O Master vai revelando sua verdadeira vocação: menos banco, mais passaporte diplomático para entrar em governos amigos.
E o bolsonarismo, que prometia “nova política”, parece ter entregado a velha catraca: passa quem tem senha, sobrenome, influência e, pelo visto, apetite financeiro.
Julio Benchimol Pinto



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