A Colômbia Apertou o Botão Vermelho

 

Abelardo de la Espriella, advogado milionário, trumpista de palanque e Bukele de terno caro, saiu na frente no "preconteo" por uma unha: 49,66% a 48,70%.


Vitória? Sim. Avalanche? Nem em delírio de marqueteiro.


A ultradireita colombiana ganhou carregando o manual latino-americano da temporada: transformar medo em voto, porrete em programa, rede social em púlpito e segurança pública em espetáculo de testosterona.


El Salvador já vende cela como utopia. A Argentina vende motosserra como método. O Equador vende emergência como governo.

Agora a Colômbia testa o pacote premium: ordem, gritaria, inimigo interno e um verniz jurídico para não parecer quartel.


Só esqueceram de um detalhe: metade do país recusou a fantasia.


De la Espriella pode até subir a rampa, mas sobe pisando em casca de banana institucional, com a Colômbia rachada, a esquerda respirando e a democracia olhando de lado como quem já conhece esse filme e sabe que o trailer sempre é melhor que o desastre.

    Julio Benchimol Pinto

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