Era um homem demasiado entanguido
Que carregava, triste, sobre os ombros
O peso de toda a sua existência inútil,
Se comparado à de outros mendigos.
Mas não desistia de seguir em frente,
Pois acreditava no próprio destino:
Fazer cessar o vento dos moinhos
Para poder erguer seus ombros finos.
E, quando mais tarde voltasse a sorrir,
Seria da pouca miséria de ainda existir,
Apesar de tão entanguido e contumaz.
Que, por teimosia, insistia em viver
Sem, no entanto, encontrar o porquê:
Aquele tempo se foi e não volta mais.
#poeta
#poesia
Credito: Escritor Achel Tinoco

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