domingo, 30 de novembro de 2025

Um Poeta

 



Era um homem demasiado entanguido

Que carregava, triste, sobre os ombros

O peso de toda a sua existência inútil,

Se comparado à de outros mendigos.


Mas não desistia de seguir em frente,

Pois acreditava no próprio destino:

Fazer cessar o vento dos moinhos

Para poder erguer seus ombros finos.


E, quando mais tarde voltasse a sorrir,

Seria da pouca miséria de ainda existir,

Apesar de tão entanguido e contumaz.


Que, por teimosia, insistia em viver

Sem, no entanto, encontrar o porquê:

Aquele tempo se foi e não volta mais.


#poeta

#poesia

     Credito: Escritor Achel Tinoco

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