Soneto de Nuvens

 


Era um céu de nuvens baixas,

Que faziam sombra no chão,

Carregadas de cães e gatos,

Envoltos em tufos de algodão.


Quando muito, encarneirado,

Eu os contava, um após outro,

Sob o céu do velho brigadeiro

Que não soube montar o potro.


Havia um lobo entre as ovelhas

Que enchia de dentes o nimbo,

Como para chamar a atenção.


E quem tosquiava suas orelhas,

Acendia o fornilho d'um cacimbo

Para lumiar as sombras no chão.


Credito: Escritor Achel Tinoco 

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