sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Não é Sobre Fé; é sobre, dinheiro, poder e rastro

 

Na Operação Compliance Zero, a Polícia Federal foi atrás do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, e o inquérito avançou para o entorno. Fabiano Campos Zettel, pastor da Igreja Batista da Lagoinha, empresário e cunhado de Vorcaro, foi detido ao tentar embarcar para Dubai. Saiu no mesmo dia, com passaporte apreendido.


Zettel não é figurante. É fundador da Moriah Asset, circula entre investimentos, política e púlpito e tem histórico de doações a campanhas bolsonaristas.


No mesmo fio, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag (CBSF DTVM) por “graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional”. O fundador da casa, João Carlos Mansur, foi alvo de buscas na mesma fase da operação. Um fundo ligado à Reag - Brain Cash - tinha 20 dias de vida quando recebeu R$ 450 milhões em operação com o Master e multiplicou o patrimônio em cerca de 30 mil vezes em 20 dias, com um único cotista, empresa comandada por ex-funcionária da própria Reag.


E não para aí. Em outra frente, a CPMI do INSS apura fraudes em descontos previdenciários e fluxos financeiros envolvendo igrejas e pastores. A Igreja Batista da Lagoinha não é ré como instituição- isso precisa ser dito. Mas lideranças e conexões aparecem em investigações distintas que convergem no mesmo triângulo: banco, fundos e política.


O padrão é conhecido: púlpito como escudo moral, planilha como linguagem real. Quando dá certo, é “prosperidade”. Quando a PF chega, vira “perseguição à fé”. Estado laico não acusa crença; apura fatos.


E os fatos estão aí: nomes, datas, mandados, bloqueios, liquidação pelo BC. Quem mistura religião com engenharia financeira não pode reclamar quando a conta chega.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Bolsonaro Tem Sorte de Não Ter Nascido na Cores do Sul

 

Porque lá existe uma palavra que aqui virou “opinião”: INSURREIÇÃO. E esse crime, na Coreia do Sul, não é “exagero de militante”. É tipo penal com cardápio curto e cruel: ou você pega perpétua, ou você pega perpétua com trabalho forçado, ou você pega… pena de morte. Sem “pena alternativa”, sem “prestação de serviços à comunidade”, sem “foi só um desabafo”.  

O ex-presidente Yoon Suk-yeol já foi condenado em um dos processos ligados à tentativa de lei marcial e, no processo principal de insurreição, o Ministério Público foi direto ao ponto: pediu a pena de morte. Sim: o Estado acusador olhou para o que aconteceu e disse, em linguagem institucional: isso aqui é golpe. Isso aqui merece o máximo.  


Aí vem o detalhe que humilha o nosso folclore: a Coreia do Sul mantém a pena de morte no papel, mas está há décadas sem executar ninguém (moratória de fato). Ou seja: a pena capital existe como símbolo jurídico de gravidade - como recado de que atacar a democracia é “crime dos crimes”.  

Aqui no Brasil, tentativa de subversão vira roteiro de WhatsApp, reunião com “patriotas”, choro em entrevista e, no fim, um bando de gente pedindo perdão antecipado porque “não era bem isso”. Na Coreia do Sul, o Estado olha e responde: “era sim - e pode custar sua vida, no Código”.


Então, sim: Bolsonaro tem sorte. Não é sorte política. É sorte geográfica. Se tivesse nascido em Seul, já teria descoberto que democracia, quando se respeita, não se trata com terapia ocupacional. Se trata com tribunal - e, no limite legal, com pena de morte.  

Crédito Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Motorista de Aplicativo é Encontrado Morto em Cuiabá

 



Na manhã  desta sexta -feira(16), foi encontrado morto o motorista de aplicativo Francicleiton Pereira Costa, de 40 anos, desaparecido um dia antes, em uma casa abandonada, no bairro Paiaguás, em Vargem Grande. O carro foi encontrado queimado no bairro Novo Mundo em Cuiabá.
O caso é investigado pela Polícia Civil. A identificação foi confirmada pela esposa da vítima.

Crédito : Denise Machado/ Blog Ibirataia 

A Direita Brasileira Virou Capitania Hereditária

 A direita brasileira virou capitania hereditária. Não se discute projeto, programa, ideias. Discute-se sucessão. Quem herda o sobrenome, quem recebe a bênção, quem ganha o anel e o selo da família real.


Tarcísio de Freitas resolveu ajoelhar no altar e anunciou: meu candidato é Flávio Bolsonaro. Não porque seja o melhor, o mais preparado ou o mais votável. Mas porque é o filho certo. Política como inventário: passa-se o bastão, registra-se em cartório e vida que segue.


Enquanto isso, Flávio briga com Michelle Bolsonaro nas redes, como quem disputa quem fica com a chave do cofre e o controle do espólio eleitoral. O Brasil vira detalhe. O que importa é quem manda no sobrenome.


No meio da confusão, aparece Ratinho Jr. oferecendo-se como alternativa “civilizada”. Tradução livre: se os herdeiros não se entendem, talvez chamem o síndico. Mas até aí, o script segue o mesmo: espera-se a decisão da família, não do eleitor.


A pergunta incômoda é simples: desde quando a direita virou monarquia? Quem outorgou aos Bolsonaro o direito hereditário de ungir, vetar e legitimar candidatos? Em que artigo da Constituição está escrito que a faixa presidencial passa de pai para filho, com aval de governadores ajoelhados?


Se a direita quer ser levada a sério, talvez seja hora de fazer política, não genealogia. Porque eleição não é testamento. E o Brasil não é herança.


Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Encontrado Corpo de Motorista de Aplicativo que Está Desaparecido

 


 

O corpo do Motorista de Aplicativo, Carlos Gilberto de Queiroz, de 30 anos, que estava desaparecido desde o sábado(11), foi encontrado na quinta-feira (15), boiando na Baia de Sepetiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um dia após o sumiço, o carro dele foi localizado carbonizado na Estrada da Reta do Rio Grande, próximo a Cidade das Crianças, em Santa Cruz

Ele foi visto pela última vez após aceitar uma corrida com Destino a Santa Cruz, também  na Zona Oeste. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte e trabalha para identificar os criminosos.

Crédito: Denise Machado/ Blog Ibirataia 


Tem Hora Em Que O Enredo Deixa De Ser Complexo E Vira Constrangedor

 

O cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é Fabiano Zettel: pastor evangélico, empresário, homem de confiança. Foi detido pela PF e solto em seguida. Até aí, já não era pouco.


Agora vem o detalhe que desmonta qualquer discurso de normalidade: Zettel comprou parte do resort da família de Dias Toffoli, relator do caso que apura as fraudes que levaram à liquidação do Master.


Não foi compra direta, claro. Foi do jeito “sofisticado”. Zettel era único cotista do fundo Leal, que era único cotista do fundo Arleem, que pagou R$ 6,6 milhões por parte do Tayayá Resort, pertencente a dois irmãos e um primo de Toffoli. Engenharia financeira digna de aula - ou de inquérito.


Quem administrava os fundos? Reag Trust.

A mesma Reag investigada no escândalo do Banco Master, citada em apurações sobre lavagem de dinheiro do PCC e liquidada ontem pelo Banco Central por “graves violações às normas do sistema financeiro”. Coincidência de alto desempenho.


O ex-dono da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo da PF nesta semana. Saiu da empresa no ano passado tentando estancar a sangria reputacional. Não adiantou.


No meio disso tudo, o relator do caso, Dias Toffoli, coleciona recuos sucessivos. Primeiro manda lacrar as provas no STF. Depois, diante da reação, envia à PGR. Em seguida, autoriza quatro peritos da PF a analisar os celulares, sob supervisão. Método em zigue-zague num caso que exige linha reta.


Ninguém aqui está condenando ninguém. Mas quando banqueiro investigado, pastor detido, fundo suspeito, corretora liquidada, resort da família e relator do inquérito passam a dividir o mesmo parágrafo, o problema já não é jurídico, é institucional.


Porque justiça não pode parecer negócio de família. E inquérito não pode virar labirinto com saída seletiva.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Acidente entre ônibus e caminhão com time de futebol deixa preparador físico morto

 

Foto: Time Águia de Marabá 
No início da noite de quinta-feira (15), na BR-153 em trecho próximo aos municípios de Santa Rita do Tocantins e Crixás do Tocantins, o ônibus com a equipe sub- 20  com o time de futebol Águia de Marabá(PA), bateu na traseira de um caminhão que estava parado na estrada e sem sinalização.

Foto: Águia de Marabá 
O acidente deixou morto o preparador físico do Águia de Marabá, Helton Alves e o técnico Ronan Tyezer ficou gravemente ferido e foi levado ao Hospital Regional de Gurupi.
Foto: PRF
O time Sub-20 voltava a Marabá após participação na Copinha de Juniores em São Paulo.

Crédito: Denise Machado/Blog Ibirataia 


Corretora Desapareceu No Subsolo do Prédio Onde Mora Sem Deixar Rastro Em Caldas Novas

 


O desaparecimento misterioso de Daiane Alves Souza, corretora de imóveis de 43 anos, em Caldas Novas (GO). Ela foi vista pela última vez na noite de 17 de dezembro de 2025, quando desceu ao subsolo do prédio onde morava no Condomínio Ametista, setor Termal, centro da cidade, para verificar um corte de energia que deixou seu apartamento sem luz.

Imagens de câmeras de segurança do elevador mostram Daiane entrando na cabine enquanto gravava um vídeo para uma amiga (ela aparece falando normalmente). Ela sai do elevador no subsolo, mas não há qualquer registro de retorno ao apartamento, saída pela portaria de pedestres, garagem ou outras áreas comuns do prédio. O local dos relógios de energia é considerado um "ponto cego" pelas câmeras, o que aumenta o enigma.

Daiane estava vestida de forma casual — blusa preta, shorts azul e chinelo —, deixou em casa óculos de grau, documentos pessoais, bolsa e outros pertences. O apartamento foi encontrado trancado (ela o deixou aberto ao sair), sem sinais de arrombamento ou desordem. Seu veículo estava em uma oficina mecânica na época. 

A família mora em Uberlândia (MG) e possui seis apartamentos em Caldas Novas, administrados por Daiane (ela cuida das locações)

A família registrou o boletim de ocorrência imediatamente, e a Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da 19ª Delegacia Regional de Caldas Novas, investiga o caso como desaparecimento suspeito. Até agora (16 de janeiro de 2026), não há pistas sobre seu desaparecimento.


Qualquer informação, mesmo anônima, pode ser repassada à Polícia Civil: 

Disque 197 ou Disque Denúncia 181.

Crédito: Denise Machado/ Blog Ibirataia 

Silas Malafaia Seque Xingado, A CPMI Seque Andando

 Quando Damares Alves diz, numa CPMI, que encontrou grandes igrejas e grandes pastores metidos em fraude contra aposentados, o mínimo esperado seria silêncio respeitoso e investigação séria. Mas não. O que vem é chilique, ameaça moral e berreiro de púlpito.

Silas Malafaia resolveu reagir como se estivesse num culto, não num Estado laico: chamou a senadora de linguaruda, mandou calar a boca, invocou Satanás, ímpios e perseguição religiosa. Faltou só passar o chapéu no final do vídeo.


Reparem no truque retórico: ninguém diz “isso é falso”. Ninguém explica por que associações ligadas a igrejas descontavam dinheiro direto do benefício de idosos. A cobrança não é por verdade, é por silêncio. Ou dá os nomes agora, ou cale-se. Tradução: investigue menos, atrapalhe menos, exponha menos.

O ponto não é Damares ser heroína. Não é. O ponto é outro: quando até ela desce da goiabeira e diz “isso machuca”, é porque a sujeira chegou ao altar. E quando a reação é xingar, calar e ameaçar, o cheiro só piora.


Investigação não é perseguição religiosa; é dever de Estado. Fé não é salvo-conduto penal. E dízimo em folha de pagamento de aposentado não é milagre; é método.


Sigam gritando. A CPMI segue andando. E o extrato bancário, como sempre, fala mais alto que o púlpito.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol 

Agora Ficou Impossível Fingir Coincidência

 

Ontem, PF na rua: mandado, busca, nome conhecido no radar. Hoje cedo, o Banco Central decreta a liquidação extrajudicial da Reag. Não é advertência, não é multa, não é ajuste fino; é morte regulatória. A razão oficial: “graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional”.


A Reag, hoje rebatizada de CBSF DTVM, é a mesma casa cujo fundador, João Carlos Mansur, foi alvo da Operação Compliance Zero, a investigação que já tinha colocado o Banco Master no centro do furacão. O mesmo ambiente. Os mesmos personagens. O mesmo cheiro.


E os fatos são grotescos demais para caber em nota técnica.


Um fundo recém-nascido, com 20 dias de vida, recebe R$ 450 milhões oriundos de operação com o Master. Em 20 dias, o patrimônio do fundo se multiplica em 30 mil vezes. Uma única operação. Um único cotista. Uma empresa comandada por ex-funcionária da própria Reag. Isso não é mercado sofisticado; é caricatura de mercado.


O Banco Central não usou linguagem ambígua. Falou em graves violações, em indisponibilidade de bens de controladores e ex-administradores, em encaminhamento às autoridades competentes. Quando o BC escreve assim, não está pedindo explicação: está lavrando atestado de incompatibilidade com o sistema financeiro.


E o histórico não ajuda. No ano passado, a empresa de Mansur já tinha aparecido na Operação Carbono Oculto, que investigava conexões entre PCC, combustíveis e mercado financeiro. Agora reaparece no epicentro de um esquema que envolve banco privado, fundos relâmpago e dinheiro que se multiplica como milagre - só que sem evangelho, sem altar e sem inocência.


Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Memorial Do Convento

 



Chegou Sete-Sóis a Mafra

Pelos olhos de Blimunda,

Que de chuva se inunda

E de sonho espera a safra.


Castigou o sol à medida

E tanta chuva que alaga.

Sobrou uma mão à praga,

Sobre a safra sem vida.


Faltou mão a Sete-Sóis,

Que da guerra se fartou

De Espanha a Portugal.


Tudo é paisagem em nós,

Feita em Blimunda o amor

Que ao rei fez bem... e mal.


Crédito: Escritor Achel Tinoco

#portugal 

#mafra 

#saramago 

#poesia

Morre o Fundador da Gol Linhas Aéreas

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