segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Casal é encontrado morto em estrada no distrito de Florestal

 

Na manhã desta segunda-feira (29),  um casal identificado como Aluana Angela Matos dos Santos, de 35 anos, e Cleber de Jesus Santos, de 37 anos, foram encontrados mortos em uma estrada vicinal, nas proximidades de uma casa no distrito de Florestal, zona rural de Jequié. Os corpos estavam cada um em um lado da estrada com perfurações de arma branca, tipo faca.

Informações apontam que o casal estaria separado e o ex- marido não aceitava o fim do relacionamento. A mulher estaria amparada por medida protetiva de urgência. O casal tinha um filho de 3 anos. Aluana deixou outros filhos, fruto de um relacionamento anterior.

A Delegacia Territorial de Jequié investiga o crime para apurar as circunstâncias extras, incluindo coleta de provas perícias, inicialmente como femininicidio seguindo de suicídio.

Denise Machado/Blog Ibirataia 

domingo, 28 de dezembro de 2025

Morre Brigitte Bradot Ícone do Cinema Francês

 

Morreu neste domingo (28) a atriz francesa Brigitte Barbot, aos 91 anos, a artista estava internada em Toulon, no sul da França 
A atriz atuou em 40 filmes se aposentou das artes aos 38 anos e passou a se dedicar a defesa dos animais.

Em uma vinda ao Brasil para visitar o namorado brasileiro - marroquino Bob Zagury. jogador de basquete do Flamengo. Na época 1965,  fugindo da perseguição da imprensa, o casal se refugiou em Búzios(Rio de Janeiro) então uma simples Vila de Pescadores, o "paraíso secreto" da estrela logo estampou capas de revistas e jornais ao redor do mundo e se tornou atração turistica.

Ela dá nome a orla Bardot na Praia da Armação, onde também é representada por uma estátua instalada em 1999.


Nota de Pesar

 

Na tarde de sábado (27) morreu  na Fundação Hospital de Ibirataia, Dona  Nicézia Muniz Ferreira, aos 92 anos,  moradora da Fazenda Morro Verde, Zona Rural de Ibirataia.

Nicézia criava centenas de animais em sua fazenda, olhe bem em meio a natureza livres, centenas de araras e periquitos de diversas espécies, inclusive um macaco - prego com idade estimada em 70 anos. Através de uma denuncia anônima em novembro de 2025, os animais foram tirados no seu habitat de convívio com a natureza e com Dona Nicézia que os tratavam com muito carinho. Se não me engano a tristeza e saudades dos animais a deixaram angustiada e triste e estes animais que também pelo convívio diário, será que também estão desfiado com a falta de quem só amor os deu? ?. Concordo que animais em feiras livres, animais que sofram mal tratos devem ser recolhido pelo Ebana, mas uma fazenda, uma mata não é lugar  propício para ter animais, ainda mais soltos e não presos em gaiolas.


O Blog Ibirataia se solidariza com os familiares e amigos neste momento de dor e tristeza.
 
Crédito: Denise Machado/Blog Ibirataia 

 

O Caso Banco Master

 O caso Banco Master virou um retrato do Brasil em modo curto-circuito: uma denúncia jornalística explode, o país escolhe torcida em cinco minutos e, no fim, ninguém sabe mais diferenciar reportagem, nota oficial e prova.

A sequência é conhecida. Saiu na imprensa que Alexandre de Moraes teria procurado Galípolo, no Banco Central, para tratar de assunto ligado ao Master/BRB. Moraes negou, disse que o tema era Lei Magnitsky. O Banco Central confirmou reuniões e sustentou a mesma versão. Paralelamente, estourou a história do contrato milionário atribuído ao escritório ligado à esposa do ministro com o Banco Master. E, como se não bastasse, veio o componente processual: Toffoli mantém acareação em pleno recesso, o BC reclama formalmente e o ruído institucional vira barulho de estádio.


Aí nasce a confusão fatal: gente exigindo que o jornalismo apresente prova judicial para poder publicar, e gente tratando uma reportagem como se fosse sentença transitada em julgado. Os dois lados estão errando. Jornalismo investigativo não é processo penal: ele pode publicar suspeitas bem apuradas, cruzadas, verificáveis dentro do possível, preservando fontes. Isso é parte do jogo democrático. Só que publicação não é condenação. Suspeita não vira fato por aclamação. E nota oficial negando não vira inocência por decreto.


Se você quer consequência séria - crime, punição, impeachment, afastamento, condenação moral definitiva -, aí não tem atalho: ônus da prova é de quem acusa. Documento, nexo, ato concreto, cadeia de evidências. Sem isso, o país vira uma máquina de linchamento alternado: hoje o alvo é um ministro, amanhã é um jornalista, depois um regulador, depois você.


O Brasil não está precisando de mais fé, nem de mais histeria. Está precisando de método. Cobrar transparência do poder e rigor da imprensa ao mesmo tempo. Porque quando a gente troca prova por torcida, o único vencedor é o esperto - aquele que sabe se esconder no ruído.


Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

sábado, 27 de dezembro de 2025

Treinador espanhol e três filhos desaparecidos após naufrágio na Indonésia

 

Na sexta-feira (26) o ex- jogador e treinador espanhol Fernando Martin Carreras, de 44 anos da equipe B feminina de Valência , e os seus três filhos, de 12, 10, e 9 anos continuam desaparecidos.
 

De férias com a família na Indonésia, estavam realizado um passeio de barco no Parque Nacional de Konodo, no leste do país, quando a embarcação com 11 pessoas, sofreu danos e virou na noite de sexta-feira,  Andrea Ortuno, esposa do treinador, e uma filha, ( o casal tinha 4 filhos) estão entre os 7 sobreviventes. O treinador e seus três  filhos sequem desaparecidos.


Crédito Denise Machado/ Blog Ibirataia 

Tentativa de golpe vira tentativa de fuga

 Silvinei. Só o nome já entra rindo em cena, tropeça no próprio crachá e derruba a narrativa.

Condenado a mais de 24 anos, o homem resolveu que tornozeleira é sugestão, não ordem judicial. Arrancou o brinquedo, saiu de Santa Catarina de carro alugado - porque nada diz “fuga discreta” como uma locadora com contrato, placa e câmera - e partiu rumo ao Paraguai como quem vai ali comprar alfajor e voltar antes do almoço.


Mas calma, melhora.


No aeroporto de Assunção, Silvinei tentou o combo premium do absurdo: passaporte paraguaio que não era dele, identidade emprestada de um coitado qualquer e, para coroar a ópera bufa, uma declaração em espanhol dizendo que tinha câncer na cabeça e não podia falar. Sim. Câncer estratégico. Em espanhol. Impressa. Um verdadeiro atestado médico escrito por um roteirista bêbado.


A Polícia paraguaia fez o básico: olhou a foto, olhou a cara, olhou de novo, chamou a biometria - e pronto. Fim do disfarce, fim da turnê internacional, fim do delírio.


O homem que achou que burlaria o STF com Google Tradutor, carro alugado e passaporte alheio acabou devolvido ao Brasil como mala extraviada: rápido, constrangido e sem direito a reclamação.


Isso não é fuga; é sketch. É o sujeito achando que o mundo funciona como grupo de WhatsApp bolsonarista: muita convicção, zero checagem.


Só riso mesmo. Porque quando a tentativa de golpe vira tentativa de fuga, e a fuga vira pastelão, a Justiça nem precisa ser severa - ela só deixa o roteiro andar.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

A Cidade de Alguém

 

Depois da vidraça de casa, está a mata;

E depois da mata, está a Cidade de Aquém,

E depois da Cidade de Aquém está a paca

Que caminha para se jogar no mar além.


Está perdida feito eu que olho pela vidraça

E só vejo na paisagem árvores seculares

De galhos grossos que não se entrelaçam

Nem criam raízes de cedro para os altares.


O que vejo é o que está exposto em mim:

Um emaranhado de cipós e folhas caídas

Que apodrecem, mas não adubam o chão.


Secam à mercê dos troncos de angelim

Que as absorvem sobre campas floridas,

Para ver se tem sossego o meu coração.


Crédito: Escritor Achel Tinoco 

Ultraleve que fazia propaganda caiu no mar em Copacabana

 

         

Foto: Custodio Coimbra/Agência o Globo

No início da tarde deste sábado (27), um ultraleve que fazia propaganda, sobrevoando a praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de janeiro, caiu no mar,  bombeiros atuam com moto aquáticas, dois helicópteros  e  mergulhadores, e embarcações próximas, jets skis ajudam no resgate.

Banhistas presentes no momento da queda do ultraleve, relataram que ele afundou. As buscas sequem em andamento, sem confirmação  oficial sobre o ultraleve e possíveis vítimas.

Denise Machado/Blog Ibirataia 




Casa da Torre de Garcia D'Ávila

 

Não é possível, a cada dia, discutirmos a história exclusivamente sob o ponto de vista de cada um. Há pessoas que, por ignorância ou má-fé, desejam mudar os rumos do passado de acordo ao seu gosto e prazer, de acordo com suas próprias conveniências políticas ou sociais. No entanto, a história não pode ser alterada ao sabor das sensibilidades atuais; o passado não é um texto rascunhado conforme o gosto do leitor, ainda que nele existam injustiça, violência, ou outros episódios sombrios. A história precisa ser revelada e estudada tal como aconteceu, considerando seu tempo, seu contexto, suas contradições e até suas desavenças.

Se a história for manipulada segundo interesses circunstanciais, as novas gerações não terão acesso ao conhecimento real dos fatos e, por consequência, não poderão compreendê-los. A tarefa histórica exige honestidade: é preciso registrar, interpretar e revisitar os acontecimentos sempre com rigor, respeitando o espaço e o período em que ocorreram. Não se pode simplesmente remover dos livros, dos documentos ou da memória coletiva aquilo que desagrada, para criar uma nova época moldada por desejos particulares. Monumentos, estátuas, nomes de ruas, templos e personagens históricos não podem ser apagados apenas porque alguém acredita que o mundo deve ser, agora, conforme sua visão pessoal.

Um exemplo emblemático é o Castelo Garcia d’Ávila, na Praia do Forte — um dos pontos turísticos mais belos e visitados da Bahia. Construído no início da colonização portuguesa, ele foi sede da Casa da Torre, um dos maiores complexos latifundiários das Américas, que controlou vastos territórios e foi profundamente envolvido na escravidão indígena e africana. É justamente por isso que o monumento tem enorme importância histórica: ele permite compreender, de forma concreta, a formação econômica e social do Brasil colonial, com suas grandezas e brutalidades. Ainda assim, há quem defenda a mudança de seu nome, ignorando que o valor histórico de um monumento está ligado, justamente, à verdade de sua origem.

Reescrever nomes para atender a sensibilidades contemporâneas não elimina o passado — apenas o esconde. Ditadores como Idi Amin Dada, que governou Uganda entre 1971 e 1979, são lembrados não porque mereçam homenagens, mas porque a memória dos horrores que praticaram serve de alerta para evitar a repetição de tragédias. A função da história é preservar, registrar e ensinar. Apagar não educa; enfraquece.

Acredito que até aqueles que, naquela época, foram escravizados, violentados e mortos não aprovariam a ideia de simplesmente apagar vestígios do passado. Se tudo fosse renomeado ou removido, eles próprios seriam esquecidos, pois aquilo que não tem história não pode ser visto, estudado, compreendido ou transformado. A preservação da memória, ainda que dolorosa, é a única forma de garantir que injustiças não se repitam e que as gerações futuras possam aprender com os erros do passado.

Vá entender!

Credito: Escritor Achel Tinoco

Sobre a Noite

 

          Foto:Cly Loylie/Morro do Cristo - Salvador 


Já houve um tempo em que não existia noite, e tudo era dia. Por causa da claridade, o sono era pouco, o que causava muita irritação e moleza, até que uma nuvem se desgarrou do bando e começou a se encher de escuridão. Ficou tão grossa e volumosa que explodiu, cobrindo a metade do mundo com noite. Sucedeu ainda, por causa disso, a lua postou-se no céu para orientar quem ainda não estava acostumado com o breu. Em contrapartida, o sol também se pôs no horizonte até que os olhos se acostumassem com as sombras. Feitos todos os conformes, ficou acordado que jamais a noite se encontraria com o dia, ainda que chegassem tão perto um do outro; bem como o sol da lua, ainda que esta se derretesse de romantismo. 


Por tudo isso, aquela nuvem negra se desmanchou, transformando-se em muitas outras com imagens diferentes: às vezes cachorrinhos; às vezes pássaros e até dragões em conformidade com as estações. Pedaços dela reagruparam-se ao bando de carneiros de algodão, e podemos vê-los hoje brincando neste céu animado.


Bom dia, ou boa noite, já que não sei em qual metade do mundo você está!


Crédito: Escritor Achel Tinoco


Silvinei Vasques ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal foi Barrado no Paraquai

 Silvinei Vasques fez o que muito réu condenado acha que é esperto: tratou tornozeleira como se fosse adesivo de estacionamento, cruzou a fronteira como quem sai do condomínio pela garagem errada e apareceu no aeroporto com documento que não fecha nem na portaria. Resultado? Foi barrado no Paraguai, como condômino tentando embarcar com carro clonado achando que o porteiro não lê placa.

É a velha cena conhecida de quem vive de fórum: o sujeito já condenado a 24 anos e meio pelo STF, que deveria estar cumprindo pena, resolve “dar um pulo ali fora”, quebra a tornozeleira, inventa identidade e acredita que a Justiça acaba na divisa. Não acaba. Nem no aeroporto de Assunção.


No mundo real, isso não é fuga cinematográfica. É descumprimento grosseiro de ordem judicial, é flagrante, é agravamento de situação. É aquele cliente que você avisa: não faça isso. Ele faz. E depois pergunta se dá pra consertar.


Deu não. A lei não é canastra de mesa de bar, não aceita blefe mal feito. E o Paraguai, ao que tudo indica, não compra narrativa de golpista em promoção de fim de ano.


Resumo da ópera: tentou sair pela porta dos fundos, esqueceu que hoje toda porta tem câmera, registro e cooperação internacional. Final previsível. Só faltou pedir habeas corpus no free shop.

Crédito: Escritor vê advogado Julio Benchimol Pinto 

Morre o Fundador da Gol Linhas Aéreas

           Foto/  Gol Linhas Aéreas. Morreu no sábado (24), Constantino Oliveira Junior, aos 57 anos, o fundador e presidente do Conselho de...