sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Nicolas Ferreira que grita contra o Estado enquanto usa o Estado como babá armada

   Tem algo de profundamente obsceno nessa “peregrinação patriótica” do Nikolas Ferreira rumo a Brasília - e não é o suor encenado, nem a cara compungida de mártir mirim. É o detalhe que eles escondem atrás da Bíblia e da bandeira: essa romaria está sendo acompanhada e protegida com dinheiro público.

Sim, você leu certo. Enquanto posa de perseguido pelo “sistema”, o deputado caminha escoltado pela Polícia Legislativa da Câmara, paga por todos nós. O coitadismo é privado; a conta é coletiva. O sujeito denuncia “ditadura”, mas anda com segurança institucional garantida, diária, logística, combustível, viatura, servidor público fora de casa, tudo bancado pelo contribuinte que ele chama de parasita quando não vota certo.


É a estética perfeita do bolsonarismo: o rebelde oficial, o insurgente com crachá, o mártir com escolta. O homem que grita contra o Estado enquanto usa o Estado como babá armada. A “caminhada da liberdade” virou passeio monitorado, com proteção paga por quem nunca foi consultado se queria financiar esse teatro.


E repare na ironia final: os mesmos que berram contra gasto público, privilégios e “mamatas” agora acham absolutamente natural transformar a Polícia da Câmara em segurança pessoal de performance política. Não é missão institucional, é palco. Não é risco democrático, é marketing de vitimização com escolta.


No fundo, o espelho é cruel. O bolsonarismo que dizia odiar o sistema hoje só sobrevive dentro dele, sugando seus recursos e fingindo que não vê. Marcham contra Brasília, mas com Brasília no bolso. E ainda chamam isso de sacrifício.


Se isso é perseguição, imagina quando o privilégio acabar.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Morreu técnico do Águia de Marabá

 

Morreu na quinta-feira (22) o técnico Ronan Tyezer, 44 anos, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a um trauma craniano no Hospital Regional de Gurupi, em Tocantins,  após o acidente com o ônibus que transportava a equipe sub- 20 do Águia de Marabá que colidiu com um caminhão que estava parado e sem sinalização da BR- 153 na noite de 15 de janeiro.

A equipe retornava ao Pará após jogar com o Juventude, na segunda-feira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em Guaratinguetá (SP).

O preparador fisico Helton Alves, de 33 anos, faleceu no local do acidente.


Crédito: Denise Machado/ Blog Ibirataia 



quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Quando um presidente diz " sou um ditador" e parte do público aplaudi o problema já não é mais o Trump

 Trump foi a Davos e resolveu poupar intermediários.

“Eu sou um ditador. Às vezes você precisa de um.”


Não é gafe. Não é piada. Não é frase fora de contexto. É método.


Donald Trump não está flertando com o autoritarismo, está normalizando o vocabulário dele. A palavra “ditador” deixa de ser acusação e vira estilo de liderança. Quando o absurdo vira ironia, o choque moral evapora. E quando evapora, o terreno fica livre.


Isso não é sobre tanques, fechamento do Congresso ou suspensão imediata de eleições. Democracias raramente morrem assim. Elas morrem quando o líder ensina o público a desprezar limites, a tratar freios institucionais como frescura e a confundir arbítrio com eficiência.


Trump não prometeu um golpe. Fez algo mais inteligente e mais perigoso: apresentou o autoritarismo como solução prática, de bom senso, quase administrativa. Um CEO cansado de regras. Um “homem forte” para tempos “difíceis”. Sempre funciona. Até não funcionar mais.


Davos ouviu. O mundo ouviu. Quem finge que foi só bravata está praticando autoengano confortável.


A frase não escandaliza porque Trump exagerou. Escandaliza porque ele falou em voz alta o que muitos preferem cochichar.


E quando um presidente diz “sou um ditador” e parte do público aplaude, o problema já não é mais o Trump.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Donald Trump não faz balanço de governo faz performance

 Donald Trump resolveu fazer o auto-review do primeiro ano do próprio governo. Spoiler: saiu pior que avaliação de restaurante escrita pelo dono.

Na versão trumpiana dos fatos, o país vive um paraíso: crime caiu, imigração acabou, economia voa, imprensa mente, direitos civis “exageraram” e o racismo… bem, o racismo é sempre dos outros. Ele só “diz verdades duras”. Coincidentemente, sempre duras contra imigrantes, minorias e adversários políticos.


As mentiras vêm no atacado: estatísticas inventadas, números fora de contexto, fatos desmentidos e repetidos, como se insistência virasse prova. No campo racial, o velho repertório: insinuações xenófobas, ataques a parlamentares por origem, religião ou cor da pele, e aquela tese preguiçosa de “discriminação reversa”, que só cola para quem nunca abriu um livro de história ou finge que não abriu.


Quando a realidade atrapalha, entra o modo automático: imprensa inimiga, críticos corruptos, instituições sabotados. Se alguém questiona, é perseguição. Se alguém apura, é complô. Se alguém discorda, é antiamericano. Democracia, para ele, funciona desde que concorde.


O mais impressionante não é o exagero, é a coerência. Tudo se encaixa: mentira factual, injúria velada (às vezes nem tão velada), e um teatro permanente de vitimização narcísica. Governa como quem posta: alto, raso e agressivo. A diferença é que agora o estrago não fica só no feed.


Trump não faz balanço de governo, faz performance. E o problema nunca foi o roteiro; sempre foi o público que acredita que isso é liderança, e não stand-up autoritário mal ensaiado

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 



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Não é sobre direita ou esquerda é sobre democracia com freios versus democracia corroída por dentro

 Eles juram que é exagero. Que é “liberdade de expressão”. Que são “casos isolados”.



Pois bem: 37 neonazis presos em Portugal. Armas. Planeamento. Ideologia de ódio. Preparação para violência urbana. Nada metafórico. Nada virtual.


O nome do grupo é 1143, referência nacionalista reciclada para justificar racismo, culto à força e sonho de milícia. Não eram só trolls de internet nem bêbados de claque. Havia militar, polícia, reincidentes e gente a operar de dentro da prisão. O Estado interveio porque o risco era real.


Agora a parte que incomoda: há militantes e candidatos do Chega entre os detidos. E isso não cai do céu. Extremismo não cresce no vácuo; cresce quando encontra ambiente político tolerante, discurso que normaliza o ódio e líderes que fingem não ver.


Em plena eleição presidencial, o líder do partido - André Ventura - responde como sempre: relativiza, irrita-se, diz que “qualquer um pode ser militante” e que voto é voto. É a política da omissão útil: não organiza o extremismo, mas lucre com ele.


Não é sobre direita ou esquerda. É sobre democracia com freios versus democracia corroída por dentro. Quando partidos fecham os olhos para neonazis porque “dão apoio”, o problema já não é policial, é político.


Portugal aprendeu a tempo. Interveio antes que as palavras virassem tiros. A pergunta agora é simples e brutal: quem lucra com o ódio tem coragem de condená-lo sem “mas”?


O resto é desculpa. E desculpa, em matéria de fascismo, sempre chega atrasada.


Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Jesus carregou a cruz eles carregam o celular 5G e o drama calibrado

 Eu estou absolutamente comovida com o Nikolas Ferreira, nosso pequeno Moisés de TikTok, liderando aquela multidão suada pela BR como se estivesse abrindo o Mar Vermelho com um stories patrocinado. Um menino tão frágil, tão perseguido, tão oprimido… deputado federal, microfone aberto, milhões de seguidores, mas claramente vítima do sistema. Dá vontade de carregar no colo.

E atrás dele, claro, vem o Carlos Bolsonaro, o São Carlos do X, padroeiro das frases truncadas e das teorias que só fazem sentido depois da terceira oração e do quinto grupo de WhatsApp. Um homem que não anda: ele desconfia do chão. Cada passo é um complô. Cada poste é comunista. Cada pedágio é culpa do STF.


A cena é linda. Homens adultos, eleitos, assessorados, filmados por três ângulos, fazendo cara de sofrimento épico porque estão… caminhando. Andando. Com tênis caro, mochila estratégica e pausa pra selfie. Isso sim é martírio cristão. Jesus carregou a cruz; eles carregam o celular com 5G e o drama calibrado.


Eu defendo com unhas e dentes essa peregrinação. Defendo tanto que faço questão de dizer: nada representa melhor o bolsonarismo do que isso. Gente que passou anos dizendo que pobre não quer trabalhar agora transformando caminhada em evento histórico. Gente que gritava “bandido bom é bandido morto” agora pedindo anistia com voz embargada. Gente que chamava professor de vagabundo agora descobrindo que 200 km cansam.


E o Nikolas lá na frente, posando de líder espiritual, mas sempre olhando pra trás pra ver se estão filmando direito. Porque fé sem engajamento não salva ninguém. Patriota que não vira reel não entra no Reino dos Céus.


Eu olho pra eles e penso: é isso. É exatamente isso. Não precisa de charge, não precisa de oposição, não precisa de ironia externa. O bolsonarismo, quando se leva a sério demais, vira sua própria caricatura. E eles estão andando - quilômetros e quilômetros - direto pra dentro do espelho.


Sigam firmes, meus patriotas. Continuem. Cada passo ajuda o Brasil a entender.


Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Narciso

 

 


Eu, que em mim já não ando,

Vivo porque me foi o tempo;

Mas, depois, por sentimento,

Hei de chegar, não sei quando.


Cá me estão os olhos lassos,

Que turvam o que não veem;

Longe vão, não chegam além,

Voltam-se aos meus braços.


Tremulam as pálpebras nuas,

Como se estivessem com frio,

E duas gotas deslizam na face.


Ainda me faltam algumas luas,

Mas não me sejam mais de mil,

E eu volte a mim e me abrace.


Crédito: Escritor Achel Tinoco

#Narciso 

#poesía

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Desta Vez Não é o STJ é o Judiciário Italiano

 Zambelli agora descobriu que também existe “perseguição política” fora do Brasil. Desta vez, o problema não é o STF; é o Judiciário italiano.

A cena é conhecida. Quando o processo anda, o juiz é suspeito. Quando a decisão se aproxima, o tribunal vira inimigo. E quando o direito acaba, entra em campo a narrativa: “não é Justiça, é política”. Clássico do manual bolsonarista. Testado, repetido, gasto.

Só que há um detalhe incômodo: a Itália não joga esse jogo. Lá, pedir troca de juízes não é chilique institucional nem performance para rede social; exige causa concreta, fato objetivo, vício real.

É a exportação de um método: desacreditar instituições quando elas deixam de servir. No Brasil, isso virou rotina. Na Itália, costuma virar nota de rodapé - e processo andando.


Spoiler: na Itália, o juiz não precisa agradar o réu; só precisa aplicar a lei. E isso, para certos personagens, sempre parece perseguição.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Final de semana foram sete assassinatos em Ipiaú

 

          Credito: Foto Giro Ipiaú 
Durante a minha infância, em Ibirataia, havia, na chegada da cidade, um curral, ao qual se deu o nome de “Curral da Matança”, onde o gado era abatido, a qualquer hora, principalmente às sextas-feiras. Em Ipiaú, a 14 km de Ibirataia, parece que também foi instalado um Curral da Matança, mas de gente. Somente neste fim de semana, foram sete assassinatos: a sangue frio, a sangue quente, a rios de sangue. O último foi na noite de domingo(18), um adolescente de 15 anos, que ainda correu para se abrigar numa casa vizinha, mas quem o perseguia não respeitou, nem respeita nada, nem ninguém, sequer a polícia. Invadiu o imóvel e o executou. Foi assim. É assim. Infelizmente.

Crédito: Escritor Achel Tinoco

#ipiaú

#ibirataia

#ubatã

#jitaúna

#violenciafisica

domingo, 18 de janeiro de 2026

Avião que havia desaparecido dos radares na Indonésia é encontrado

.         Foto: Muchtamirlaf/AFP

Neste domingo (18) equipes de resgates da Indonésia, encontraram um corpo  durante busca pelo avião que perdeu de contato com os radares no sábado(17) enquanto sobrevoava uma região  montanhosa,  na Ilha de Sulawes,  a aeronave  transportava três passageiros do Ministério de Assuntos Marítimos e Pesca, e 8 tripulantes. O avião da companhia Air Transpot seguia para  Makassar, no sul da Ilha Celebra, depois de decolar de Yogyakarta na Ilha de Java.


As autoridades da Indonésia iniciaram, as buscas no sábado e neste domingo às equipes de resgates ao se aproximarem de uma região  montanhosa encontraram um corpo e partes da fuselagem,- assentos dos passageiros. Equipes terrestres e área continuam avançando em direção ao local do acidente, apesar de ventos fortes, da neblina e do terreno inagreme e acidentado.


A Indonésia depende fortemente de transporte aéreo e balsas para conectar suas mais de 17 mil Ilhas. Mas acumula um histórico de tragédias em segurança com acidentes aéreos e naufrágios nos últimos anos envolvendo helicópteros e vôos regionais.

Crédito: Denise Machado/ Blog Ibirataia 

Como Fazer Sua Rede de Ensino Conquistar o Pódio do IDEB

 

Quer saber? Já está na livraria Leitura, do shopping Salvador.

Do professor Edivan Ferreira, com  participação do escritor  Achel Tinoco. É um livro que explica e ensina muito sobre Educação.

Confira, comprei, leia


Crédito: Escritor Achel Tinoco

#LivrariaLeitura 

#livros 

#cultura 

#educação 

#sobral

Morre o Fundador da Gol Linhas Aéreas

           Foto/  Gol Linhas Aéreas. Morreu no sábado (24), Constantino Oliveira Junior, aos 57 anos, o fundador e presidente do Conselho de...