sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Silas Malafaia Seque Xingado, A CPMI Seque Andando

 Quando Damares Alves diz, numa CPMI, que encontrou grandes igrejas e grandes pastores metidos em fraude contra aposentados, o mínimo esperado seria silêncio respeitoso e investigação séria. Mas não. O que vem é chilique, ameaça moral e berreiro de púlpito.

Silas Malafaia resolveu reagir como se estivesse num culto, não num Estado laico: chamou a senadora de linguaruda, mandou calar a boca, invocou Satanás, ímpios e perseguição religiosa. Faltou só passar o chapéu no final do vídeo.


Reparem no truque retórico: ninguém diz “isso é falso”. Ninguém explica por que associações ligadas a igrejas descontavam dinheiro direto do benefício de idosos. A cobrança não é por verdade, é por silêncio. Ou dá os nomes agora, ou cale-se. Tradução: investigue menos, atrapalhe menos, exponha menos.

O ponto não é Damares ser heroína. Não é. O ponto é outro: quando até ela desce da goiabeira e diz “isso machuca”, é porque a sujeira chegou ao altar. E quando a reação é xingar, calar e ameaçar, o cheiro só piora.


Investigação não é perseguição religiosa; é dever de Estado. Fé não é salvo-conduto penal. E dízimo em folha de pagamento de aposentado não é milagre; é método.


Sigam gritando. A CPMI segue andando. E o extrato bancário, como sempre, fala mais alto que o púlpito.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol 

Agora Ficou Impossível Fingir Coincidência

 

Ontem, PF na rua: mandado, busca, nome conhecido no radar. Hoje cedo, o Banco Central decreta a liquidação extrajudicial da Reag. Não é advertência, não é multa, não é ajuste fino; é morte regulatória. A razão oficial: “graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional”.


A Reag, hoje rebatizada de CBSF DTVM, é a mesma casa cujo fundador, João Carlos Mansur, foi alvo da Operação Compliance Zero, a investigação que já tinha colocado o Banco Master no centro do furacão. O mesmo ambiente. Os mesmos personagens. O mesmo cheiro.


E os fatos são grotescos demais para caber em nota técnica.


Um fundo recém-nascido, com 20 dias de vida, recebe R$ 450 milhões oriundos de operação com o Master. Em 20 dias, o patrimônio do fundo se multiplica em 30 mil vezes. Uma única operação. Um único cotista. Uma empresa comandada por ex-funcionária da própria Reag. Isso não é mercado sofisticado; é caricatura de mercado.


O Banco Central não usou linguagem ambígua. Falou em graves violações, em indisponibilidade de bens de controladores e ex-administradores, em encaminhamento às autoridades competentes. Quando o BC escreve assim, não está pedindo explicação: está lavrando atestado de incompatibilidade com o sistema financeiro.


E o histórico não ajuda. No ano passado, a empresa de Mansur já tinha aparecido na Operação Carbono Oculto, que investigava conexões entre PCC, combustíveis e mercado financeiro. Agora reaparece no epicentro de um esquema que envolve banco privado, fundos relâmpago e dinheiro que se multiplica como milagre - só que sem evangelho, sem altar e sem inocência.


Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Memorial Do Convento

 



Chegou Sete-Sóis a Mafra

Pelos olhos de Blimunda,

Que de chuva se inunda

E de sonho espera a safra.


Castigou o sol à medida

E tanta chuva que alaga.

Sobrou uma mão à praga,

Sobre a safra sem vida.


Faltou mão a Sete-Sóis,

Que da guerra se fartou

De Espanha a Portugal.


Tudo é paisagem em nós,

Feita em Blimunda o amor

Que ao rei fez bem... e mal.


Crédito: Escritor Achel Tinoco

#portugal 

#mafra 

#saramago 

#poesia

Mulher Morre Após Cair de Ambulância em Movimento

 Uma mulher de 22 anos morreu após cair de uma ambulância em movimento na noite de terça-feira (13), na BR-101, no perímetro urbano de Itabuna. A vítima foi identificada como Jaine Freitas da Silva, moradora do município de São José da Vitória.

Segundo informações repassadas por moradores à redação do Blog Verdinho Itabuna, Jaine estava no veículo como acompanhante do marido, que se encontra internado no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. O acidente ocorreu no momento em que a ambulância atravessava a ponte que liga os bairros Lomanto e Nova Itabuna. Por motivos ainda desconhecidos, a porta traseira do veículo se abriu, fazendo com que a jovem fosse arremessada para fora e caísse sobre o asfalto.


Relatos indicam que o motorista não percebeu imediatamente a queda da passageira. Um motociclista que seguia logo atrás presenciou o ocorrido, alcançou a ambulância e conseguiu alertar o condutor. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) foi acionada e prestou socorro, mas Jaine não resistiu aos ferimentos. A confirmação do óbito ocorreu nesta quarta-feira (14), e a família só foi informada no período da tarde, o que causou grande comoção e revolta.


Jaine Freitas da Silva trabalhava como catadora de materiais recicláveis e era considerada uma jovem batalhadora, dedicada ao sustento da família. Ela deixa um filho de apenas 6 anos. As circunstâncias do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes.


 Crédito: Itabuna #bahia #giroipiau

Aniversário Meu Querido Irmão


 
 

 O Blog Ibirataia parabeniza hoje (15) José Luis Batista Machado, hoje seu aniversário te desejo toda felicidade do mundo.

Muita e muitas felicidades sempre em sua vida meu querido irmão!. Parabéns e Feliz Aniversário! 
Que Deus te abençoe sempre com muita paz, amor, saúde, conquistas. Te amo meu irmão!

Crédito: Denise Machado/ Blog Ibirataia 


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Cinegrafista É Baleado Dentro De Helicóptero Em São Gonçalo

 Um voo de rotina para um cinegrafista terminou em violência na manhã desta terça-feira (14), no Complexo do Salgueiro. Allan Cavalcante Moraes, de 38 anos, foi atingido por um disparo enquanto trabalhava a bordo de uma aeronave da empresa Helinews. O profissional prestava serviço para a Cedae no momento em que o helicóptero foi alvo de tiros vindos da comunidade.

              Foto: Divulgação 

Mesmo com a aeronave atingida e o tripulante ferido, o piloto conseguiu manter o controle e realizar um pouso de emergência na base do Grupamento Aeromóvel (GAM), em Niterói. Allan foi ferido na panturrilha; o projétil atravessou o membro sem atingir ossos ou artérias principais. socorrido ao Hospital Estadual Azevedo Lima, o cinegrafista apresenta quadro de saúde estável e tem previsão de alta para as próximas horas.


Reportagem:  Mauro Júnior 



Autoritarismo Transvestido de Heroísmo

 Trump vive dizendo que salva povos. Palestinos do Hamas. Venezuelanos de Maduro. Iranianos dos aiatolás. Cubanos do castrismo. A lista cresce conforme o palanque. O padrão não muda.

O truque é simples: ele não fala em direitos, processos, soberania ou custos humanos. Fala em salvação. Salvadores não prestam contas. Salvadores agem. Salvadores concentram poder porque, afinal, o mundo estaria à beira do abismo e só eles teriam coragem de apertar o botão certo.


No exterior, “salvar” vira tutela. Palestinos "libertados" por soluções impostas de fora, com deslocamento tratado como detalhe. Ucrânia "salva" por uma paz rápida que cheira a rendição. Venezuela, com petróleo sob controle. Groenlândia, “protegida” por apropriação. Irã, por ameaça. Cuba, por estrangulamento. Taiwan, se pagar. OTAN, se obedecer. Não é diplomacia; é pedágio geopolítico fantasiado de messianismo.


Em casa, o método é o mesmo, só muda o alvo. Trump “salva” os EUA enfraquecendo freios. Ataca o serviço público para trocar mérito por lealdade. Intimida imprensa. Normaliza vingança política como política pública. Flerta com uso seletivo da lei. Cria emergência moral permanente, em que discordar parece traição. O salvador precisa de inimigos internos para justificar exceções contínuas.


A pergunta certa não é quem Trump diz salvar; é quem salvará os norte-americanos - e o mundo - do autoritarismo travestido de heroísmo.


Resposta incômoda: ninguém sozinho. Democracias não são salvas por salvadores. São preservadas por instituições que dizem não, por eleições que cobram custo de quem abusa, por imprensa que não pede licença, por uma sociedade que recusa terceirizar a própria responsabilidade. E, lá fora, por aliados que reduzem dependências e aumentam o preço da chantagem.


O risco não é Trump se achar salvador. O risco é o mundo aceitar que precisa de um.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Matizes


Desenho:@adaily cloud 

Sinto em dizer-te que o céu não é de brigadeiro;

as estrelas não estão enamoradas,

nem a lua é dos amantes.

Tem dias em que a chuva chora,

e o sol a consola ao cair da tarde.

Ouso dizer ainda que a aurora boreal 

— assim como tu —

é um jogo de luzes matizadas

que inebriam os descrentes pirilampos.

E o mar é um céu emborcado 

dentro duma ampulheta de sal,

que balança a gosto dos navegantes,

para que, quando o fitarmos sobre as ondas,

produza na retina o mesmo efeito 

de um arco-íris na borda do horizonte.

E, finalmente, devo dizer-te: 

há, em cada ponta, um pote de ouro à nossa espera.


Credito: Escritor Achel Tinoco 


#poemas

#arcoiris

Crime, Segundo o Regime Iraniano: Está Na Rua Protestando

 Circula a imagem. Um rosto comum. Barba rala. Jaqueta de inverno. Nome: Erfan Soltani. Idade: 26 anos. Crime, segundo o regime iraniano: estar na rua, protestando.



Não é boato de zap nem histeria de rede. Organizações de direitos humanos e imprensa internacional relatam que Erfan foi preso há poucos dias, julgado em velocidade de linchamento e informado de que pode ser executado a qualquer momento. Processo relâmpago, defesa decorativa, sentença pronta antes da prova. Manual clássico de Estado teocrático com vocação assassina.


Aqui entra o teste moral que muita gente reprova. Quando o carrasco não é “ocidental”, quando não dá para culpar Israel, EUA ou capitalismo, o silêncio vira estratégia. Some a empatia, sobra cálculo. A vítima vira detalhe geopolítico. Direitos humanos passam a ter asterisco.


Não é sobre concordar com slogans de protesto. É sobre o básico: ninguém deve morrer porque protestou. Nem no Irã dos aiatolás, nem em lugar nenhum. Quem relativiza isso não está fazendo análise sofisticada. Está apenas escolhendo quais vidas merecem luto.


Se amanhã disserem que a execução ocorreu, alguns vão lamentar. Muitos vão fingir que não viram. E outros vão explicar por que, afinal, era complicado demais se indignar.


Não era. Nunca é.


Fontes: CNN Brasil (com base em Hengaw); The National News; Iran Human Rights (IHRNGO); contexto do apagão e repressão: ARTICLE 19 e The Guardian.

Política Extrema, Também Mata

 Quando o governo brasileiro fala em “preocupação” com o Irã, mas termina dizendo que cabe “aos iranianos decidir soberanamente seu futuro”, ele acha que está sendo prudente. Não está. Está sendo seletivo.

Há meses, ruas tomadas, inflação em 42%, moeda derretida, repressão letal, centenas de mortos, tribunais de fachada e pena de morte para manifestante. Isso não é “processo interno complexo”. É Estado matando gente para não cair. Chamar isso de soberania é trocar o dicionário pelo álibi.


A pergunta incômoda - e correta - é outra: se o condenado à morte fosse palestino e o carrasco fosse Israel, a nota seria assim tão macia? Ou viria carregada de adjetivos, urgência moral e condenação inequívoca? O que corrói a credibilidade não é criticar, é escolher quando criticar.


Dá para condenar Trump, tarifas, sanções e ameaças militares sem dificuldade. Dá para criticar EUA, Israel e suas hipocrisias históricas sem passar pano. O que não dá é usar geopolítica como cortina para forca. Nenhuma inflação explica enforcamento. Nenhuma sanção justifica tribunal relâmpago. Nenhuma soberania autoriza matar dissidente.


Quando tudo vira cálculo comercial - petróleo, gás, agronegócio, tarifas -, os mortos viram rodapé. E o Itamaraty, que já soube falar grosso em nome de direitos humanos, passa a cochichar para não atrapalhar negócios.


Não é neutralidade; é conveniência, em política externa, também mata.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Não é Empate Moral, é Bloqueio Estrutural

 A nova Pesquisa Meio Ideia não revela um país confuso. Revela um país travado. Metade acha que Luiz Inácio Lula da Silva merece continuar. Metade acha que não. Não é empate moral, é bloqueio estrutural. Em eleições assim, não ganha quem cresce muito; ganha quem erra menos e perde menos gente pelo caminho.

O dado mais subestimado está nos 3%. Não é resto estatístico. É o centro nervoso da eleição. É ali que campanhas sangram, escorregam, tropeçam em frases mal pensadas e políticas mal explicadas. Como disse Maurício Moura, a briga real é por esse fiapo de eleitorado. O resto já escolheu lado faz tempo.


O recorte religioso é ainda mais didático. Entre católicos, Lula tem maioria confortável. Entre evangélicos, rejeição maciça. Não é mistério teológico nem milagre eleitoral. É política identitária organizada há anos, com liderança, púlpito, narrativa e disciplina. Quem finge surpresa está atrasado uns vinte cultos.


Do outro lado do balcão, a direita se engalfinha. Flávio Bolsonaro reclama das pesquisas, diz que não captam seu eleitor, que os números não refletem o “sentimento real”. Tradução simultânea: a realidade estatística está sendo indelicada com a ambição pessoal. Pesquisa não erra por maldade. Erra, quando erra, por método. Aqui, o método é clássico.


Enquanto isso, Michelle Bolsonaro faz política sem discursar: posta Tarcísio. E postar, hoje, é tomar partido. O gesto vale mais que mil notas de bastidor. Sinaliza para onde vai o capital simbólico do bolsonarismo quando o sobrenome começa a pesar mais que a chance real de vitória.


O fato incômodo é simples: Tarcísio de Freitas é o nome mais competitivo da direita, mas não é o dono do bolsonarismo. O bolsonarismo, por sua vez, não quer sair da corrida. E essa teimosia tem custo. Às vezes, o preço é perder a eleição. Às vezes, é brigar para manter o sobrenome na chapa.


O país está dividido, a direita está rachada, e 2026 não será decidida por paixão, mas por fadiga. Quem entender isso primeiro sai na frente. Quem insistir em narrativa contra número vai acabar explicando derrota em live.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Morre o Fundador da Gol Linhas Aéreas

           Foto/  Gol Linhas Aéreas. Morreu no sábado (24), Constantino Oliveira Junior, aos 57 anos, o fundador e presidente do Conselho de...