quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Cinegrafista É Baleado Dentro De Helicóptero Em São Gonçalo

 Um voo de rotina para um cinegrafista terminou em violência na manhã desta terça-feira (14), no Complexo do Salgueiro. Allan Cavalcante Moraes, de 38 anos, foi atingido por um disparo enquanto trabalhava a bordo de uma aeronave da empresa Helinews. O profissional prestava serviço para a Cedae no momento em que o helicóptero foi alvo de tiros vindos da comunidade.

              Foto: Divulgação 

Mesmo com a aeronave atingida e o tripulante ferido, o piloto conseguiu manter o controle e realizar um pouso de emergência na base do Grupamento Aeromóvel (GAM), em Niterói. Allan foi ferido na panturrilha; o projétil atravessou o membro sem atingir ossos ou artérias principais. socorrido ao Hospital Estadual Azevedo Lima, o cinegrafista apresenta quadro de saúde estável e tem previsão de alta para as próximas horas.


Reportagem:  Mauro Júnior 



Autoritarismo Transvestido de Heroísmo

 Trump vive dizendo que salva povos. Palestinos do Hamas. Venezuelanos de Maduro. Iranianos dos aiatolás. Cubanos do castrismo. A lista cresce conforme o palanque. O padrão não muda.

O truque é simples: ele não fala em direitos, processos, soberania ou custos humanos. Fala em salvação. Salvadores não prestam contas. Salvadores agem. Salvadores concentram poder porque, afinal, o mundo estaria à beira do abismo e só eles teriam coragem de apertar o botão certo.


No exterior, “salvar” vira tutela. Palestinos "libertados" por soluções impostas de fora, com deslocamento tratado como detalhe. Ucrânia "salva" por uma paz rápida que cheira a rendição. Venezuela, com petróleo sob controle. Groenlândia, “protegida” por apropriação. Irã, por ameaça. Cuba, por estrangulamento. Taiwan, se pagar. OTAN, se obedecer. Não é diplomacia; é pedágio geopolítico fantasiado de messianismo.


Em casa, o método é o mesmo, só muda o alvo. Trump “salva” os EUA enfraquecendo freios. Ataca o serviço público para trocar mérito por lealdade. Intimida imprensa. Normaliza vingança política como política pública. Flerta com uso seletivo da lei. Cria emergência moral permanente, em que discordar parece traição. O salvador precisa de inimigos internos para justificar exceções contínuas.


A pergunta certa não é quem Trump diz salvar; é quem salvará os norte-americanos - e o mundo - do autoritarismo travestido de heroísmo.


Resposta incômoda: ninguém sozinho. Democracias não são salvas por salvadores. São preservadas por instituições que dizem não, por eleições que cobram custo de quem abusa, por imprensa que não pede licença, por uma sociedade que recusa terceirizar a própria responsabilidade. E, lá fora, por aliados que reduzem dependências e aumentam o preço da chantagem.


O risco não é Trump se achar salvador. O risco é o mundo aceitar que precisa de um.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Matizes


Desenho:@adaily cloud 

Sinto em dizer-te que o céu não é de brigadeiro;

as estrelas não estão enamoradas,

nem a lua é dos amantes.

Tem dias em que a chuva chora,

e o sol a consola ao cair da tarde.

Ouso dizer ainda que a aurora boreal 

— assim como tu —

é um jogo de luzes matizadas

que inebriam os descrentes pirilampos.

E o mar é um céu emborcado 

dentro duma ampulheta de sal,

que balança a gosto dos navegantes,

para que, quando o fitarmos sobre as ondas,

produza na retina o mesmo efeito 

de um arco-íris na borda do horizonte.

E, finalmente, devo dizer-te: 

há, em cada ponta, um pote de ouro à nossa espera.


Credito: Escritor Achel Tinoco 


#poemas

#arcoiris

Crime, Segundo o Regime Iraniano: Está Na Rua Protestando

 Circula a imagem. Um rosto comum. Barba rala. Jaqueta de inverno. Nome: Erfan Soltani. Idade: 26 anos. Crime, segundo o regime iraniano: estar na rua, protestando.



Não é boato de zap nem histeria de rede. Organizações de direitos humanos e imprensa internacional relatam que Erfan foi preso há poucos dias, julgado em velocidade de linchamento e informado de que pode ser executado a qualquer momento. Processo relâmpago, defesa decorativa, sentença pronta antes da prova. Manual clássico de Estado teocrático com vocação assassina.


Aqui entra o teste moral que muita gente reprova. Quando o carrasco não é “ocidental”, quando não dá para culpar Israel, EUA ou capitalismo, o silêncio vira estratégia. Some a empatia, sobra cálculo. A vítima vira detalhe geopolítico. Direitos humanos passam a ter asterisco.


Não é sobre concordar com slogans de protesto. É sobre o básico: ninguém deve morrer porque protestou. Nem no Irã dos aiatolás, nem em lugar nenhum. Quem relativiza isso não está fazendo análise sofisticada. Está apenas escolhendo quais vidas merecem luto.


Se amanhã disserem que a execução ocorreu, alguns vão lamentar. Muitos vão fingir que não viram. E outros vão explicar por que, afinal, era complicado demais se indignar.


Não era. Nunca é.


Fontes: CNN Brasil (com base em Hengaw); The National News; Iran Human Rights (IHRNGO); contexto do apagão e repressão: ARTICLE 19 e The Guardian.

Política Extrema, Também Mata

 Quando o governo brasileiro fala em “preocupação” com o Irã, mas termina dizendo que cabe “aos iranianos decidir soberanamente seu futuro”, ele acha que está sendo prudente. Não está. Está sendo seletivo.

Há meses, ruas tomadas, inflação em 42%, moeda derretida, repressão letal, centenas de mortos, tribunais de fachada e pena de morte para manifestante. Isso não é “processo interno complexo”. É Estado matando gente para não cair. Chamar isso de soberania é trocar o dicionário pelo álibi.


A pergunta incômoda - e correta - é outra: se o condenado à morte fosse palestino e o carrasco fosse Israel, a nota seria assim tão macia? Ou viria carregada de adjetivos, urgência moral e condenação inequívoca? O que corrói a credibilidade não é criticar, é escolher quando criticar.


Dá para condenar Trump, tarifas, sanções e ameaças militares sem dificuldade. Dá para criticar EUA, Israel e suas hipocrisias históricas sem passar pano. O que não dá é usar geopolítica como cortina para forca. Nenhuma inflação explica enforcamento. Nenhuma sanção justifica tribunal relâmpago. Nenhuma soberania autoriza matar dissidente.


Quando tudo vira cálculo comercial - petróleo, gás, agronegócio, tarifas -, os mortos viram rodapé. E o Itamaraty, que já soube falar grosso em nome de direitos humanos, passa a cochichar para não atrapalhar negócios.


Não é neutralidade; é conveniência, em política externa, também mata.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Não é Empate Moral, é Bloqueio Estrutural

 A nova Pesquisa Meio Ideia não revela um país confuso. Revela um país travado. Metade acha que Luiz Inácio Lula da Silva merece continuar. Metade acha que não. Não é empate moral, é bloqueio estrutural. Em eleições assim, não ganha quem cresce muito; ganha quem erra menos e perde menos gente pelo caminho.

O dado mais subestimado está nos 3%. Não é resto estatístico. É o centro nervoso da eleição. É ali que campanhas sangram, escorregam, tropeçam em frases mal pensadas e políticas mal explicadas. Como disse Maurício Moura, a briga real é por esse fiapo de eleitorado. O resto já escolheu lado faz tempo.


O recorte religioso é ainda mais didático. Entre católicos, Lula tem maioria confortável. Entre evangélicos, rejeição maciça. Não é mistério teológico nem milagre eleitoral. É política identitária organizada há anos, com liderança, púlpito, narrativa e disciplina. Quem finge surpresa está atrasado uns vinte cultos.


Do outro lado do balcão, a direita se engalfinha. Flávio Bolsonaro reclama das pesquisas, diz que não captam seu eleitor, que os números não refletem o “sentimento real”. Tradução simultânea: a realidade estatística está sendo indelicada com a ambição pessoal. Pesquisa não erra por maldade. Erra, quando erra, por método. Aqui, o método é clássico.


Enquanto isso, Michelle Bolsonaro faz política sem discursar: posta Tarcísio. E postar, hoje, é tomar partido. O gesto vale mais que mil notas de bastidor. Sinaliza para onde vai o capital simbólico do bolsonarismo quando o sobrenome começa a pesar mais que a chance real de vitória.


O fato incômodo é simples: Tarcísio de Freitas é o nome mais competitivo da direita, mas não é o dono do bolsonarismo. O bolsonarismo, por sua vez, não quer sair da corrida. E essa teimosia tem custo. Às vezes, o preço é perder a eleição. Às vezes, é brigar para manter o sobrenome na chapa.


O país está dividido, a direita está rachada, e 2026 não será decidida por paixão, mas por fadiga. Quem entender isso primeiro sai na frente. Quem insistir em narrativa contra número vai acabar explicando derrota em live.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Médico da Rede Municipal de Saúde de São Gonçalo é demitido por racismo

 Um médico da rede municipal de saúde de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, foi demitido após uma paciente denunciar ter sido vítima de racismo durante atendimento na Unidade de Saúde da Família (USF) Jardim Catarina. O caso ocorreu na quinta-feira (8).

              Foto: Divulgação 

A auxiliar de creche Symone Cordeiro, de 57 anos, relatou que procurou a unidade para solicitar exames de sangue de rotina, por ser paciente bariátrica. Segundo a denúncia, o médico adotou uma postura agressiva desde o início da consulta, gritando para que ela abrisse a porta do consultório, diferente do procedimento adotado com outros pacientes.


Durante o atendimento, após Symone comentar que estava de férias e aproveitaria o período para realizar os exames, o profissional teria feito um comentário ofensivo: “Só porque está de férias não penteia o cabelo?”.


Ainda de acordo com o relato, após uma enfermeira alertar o médico sobre a necessidade de manter a porta fechada durante os atendimentos, ele teria feito nova fala considerada racista, comparando o cabelo da paciente ao da profissional de saúde.


Symone denunciou o caso à direção da unidade. Após apuração interna, a Prefeitura decidiu pela demissão imediata do médico. A paciente informou que irá registrar ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) nesta terça-feira (12).


Fonte: O Dia

Por: Jhonatan Veras


A Sujeira É Tão Grande Que Até Damares Alves Resolveu Descer Da Goiabeira

 

Sim, ela mesma. A ex-ministra e hoje senadora que via demônio em tudo, menos em rachadinha, agora diz que a CPMI do INSS tropeçou em grandes igrejas e grandes pastores envolvidos num esquema de fraude que sugava dinheiro direto da aposentadoria dos mais pobres. Pobres, detalhe nada irrelevante, que em boa parte são fiéis dessas mesmas igrejas.


O roteiro é indecente de tão conhecido. Associações “amigas”, convênios com o INSS, descontos automáticos em folha e uma multidão de idosos que nunca autorizou nada. Quando a comissão chega perto dos nomes graúdos, começa o coral: não investiguem, os fiéis vão ficar tristes. Tradução simultânea: mexer no esquema pode atrapalhar arrecadação, voto e púlpito.


Aqui não tem mistério jurídico. Desconto sem autorização é fraude. Organização para isso é crime. Bíblia não vira salvo-conduto penal. E “obra de Deus” não justifica meter a mão no benefício de quem mal consegue pagar o gás.


O dado político é o mais constrangedor: quando até Damares Alves admite que a coisa fede, é porque o esgoto já subiu ao altar. Não estamos falando de exceção, mas de um modelo em que fé vira instrumento financeiro e o INSS, caixa eletrônico paralelo.

Credito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Sobre o Ocaso

 



Será que já escrevi sobre tudo?

Hoje, parece feriado em mim.

Não tenho outro assunto afim

Que não expresse um absurdo.


É como se houvesse um jardim

E nele nada pudesse florescer:

Nem uma rosa, um amanhecer,

Nem uma semente de alecrim.


Mesmo assim, o vulto de você

Ronda um pé de roseira branca

Que ficou apreendida no vaso.


Nada mais é do que o parecer

Dourado da borboleta manca,

Que está presa ao meu ocaso.


Crédito: Escritor Achel Tinoco 

Saudades Sempre Meu Pai, Meu Amigo

 Hoje, dia 13 de janeiro , meu coração se enche de amor e saudade. Meu querido pai, meu velho, meu companheiro, meu amigo, você estaria completando 87 anos hoje. A dor da sua ausência é profunda, e a vida sem você nunca será a mesma.



Cada lembrança sua é um tesouro que guardo com carinho. Lembro do seu sorriso, dos seus conselhos, das risadas que compartilhamos e do jeito especial que me fazia sentir seguro e amado.


A saudade é imensa, e em alguns momentos, parece que o mundo perdeu um pouco da sua cor sem você aqui. Porém, sei que o amor que compartilhamos é eterno, e essa conexão nunca será quebrada.


Te amo eternamente, pai. Sinto sua falta todos os dias e, em meus sonhos, ainda sinto sua presença. Um dia, sei que nosso reencontro será repleto de amor, abraços e eternos sorrisos.


Feliz aniversário, onde quer que você esteja. Você sempre será meu tudo.

Crédito: Ravi Machado 

Hoje o Céu Está Em Festa Seria Seu Aniversário Pai

 

Hoje seu aniversário é no céu. Apesar de não ter você aqui, eu continuarei a relembrar com carinho a pessoa incrível que tão cedo nos deixou.

Você partiu em 22 de novembro de 2005, mas sua vida foi memorável e sua memória jamais serão apagadas meu pai, sua bondade, paciência, lembranças de cada momento, como pai amigo, conselheiro , amoroso, professor(lembro da sua formatura como alegre você estava), vereador, Secretário de Educação,  Diretor do Clube Social de Ibirataia, Diretor do Colégio ACM, vai ficar para sempre no meu coração e em todos que conviveram com você.

Já faz  21 anos que o senhor se foi, mas a saudade nunca diminuiu.



Crédito: Denise Machado/Blog Ibirataia 


Morre o Fundador da Gol Linhas Aéreas

           Foto/  Gol Linhas Aéreas. Morreu no sábado (24), Constantino Oliveira Junior, aos 57 anos, o fundador e presidente do Conselho de...