Na manhã desta sexta-feira (2/1), uma Carreta e um ônibus bateram de frente na BR- 116 no KM 41191, em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Deixando 11 pessoas morta e outras feridas que foram encaminhada nos ao Hospital Pronto Socorro de Pelotas(HPS)
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Feliz Aniversário Rafael!
Eu não sei o que são povos originários porque, pelo que me consta, somos todos originários de algum lugar, quiçá de uma costela: indígenas, portugueses, holandeses, africanos e, portanto, originários. Não entendo o que muda ao nos definirmos como erva-daninhas invasoras que apenas destroem o meio em que vivemos, sem nunca levantarmos uma parede, ainda que as árvores tenham todas sido derrubadas, sem contestação desses "povos originários", que deveriam ser nós próprios, independentemente da cor dos olhos ou do trançado dos cabelos. A tinta que carregamos na cara já não define a nossa raça, posto que deveríamos ser tão somente povos, originários de nós mesmos e não do mato de onde deveríamos vir, para construir não sei o quê. Pelo menos, que construamos civilidade, cultura, desenvolvimento, e não termos políticos para nos afastarmos uns dos outros, em detrimento dos nossos pais e avós — ainda próximos —, ou dos nossos antepassados que, de alguma forma, nos insuflaram a continuar. Assim sendo, sejamos todos responsáveis pela sobrevivência da nossa espécie, independentemente de qual costela ela tenha sido gerada.
Crédito ' Escritor Achel Tinoco
A Polícia Federal mandou um recado simples, educado e absolutamente devastador: acabou a licença-mandato, volta pro balcão, Eduardo.
Sem metáfora, sem firula. Cassado por faltas, fora do Congresso, o “03” agora recebeu ordem formal para reassumir o cargo de policial federal no Rio de Janeiro. Horário, chefia, hierarquia, corregedoria, ponto. Aquele pacote completo que a família sempre achou que valia só para os outros.
O detalhe delicioso é jurídico: enquanto deputado, afastamento automático. Perdeu o mandato? Perdeu o escudo. A PF não pediu favor, não abriu negociação, não fez live. Determinou. Ou se apresenta, ou entra no radar administrativo. E a PF não é a Câmara: não tem recesso indulgente, não tem voto de aplauso, não tem cercadinho.
Agora imagina a cena. O sujeito que passou anos denunciando “o sistema”, atacando instituições, flertando com golpismo, vivendo de palco e Twitter, tendo que responder a superior hierárquico, cumprir ordem escrita e respeitar regulamento interno. É quase uma peça de humor involuntário do direito administrativo brasileiro.
O bolsonarismo sempre vendeu a fantasia do herói antissistema. A realidade respondeu com um memorando. Volta pro trabalho. Assina o ponto. E sem imunidade.
O Estado brasileiro, às vezes, não precisa gritar. Basta funcionar.
Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto
Na União Soviética de Stalin, milhões de pessoas não foram mortas porque fizeram algo, mas porque foram chamadas de cúlaques. O rótulo bastava. Às vezes significava ter uma vaca a mais. Às vezes, saber ler. Às vezes, ser respeitado demais na aldeia. Às vezes, apenas existir no lugar errado, na hora errada. A definição mudava conforme a necessidade do sistema. A morte, não.
O Estado dizia que os cúlaques eram inimigos do povo. A burocracia confirmava. O jornal explicava. O vizinho repetia. A escola registrava. O arquivo guardava. E pronto: uma pessoa virava um erro histórico ambulante. Casas confiscadas, famílias deportadas, crianças marcadas em ficha escolar como de origem social hostil. O estigma não acabava com o corpo. Atravessava gerações.
O mais aterrador é que não exigia ódio pessoal. Bastava cumprir protocolo. Ninguém precisava gritar. Bastava preencher corretamente o formulário. A violência vinha limpa, racional, “necessária”. Ideologia não suja as mãos: terceiriza.
Muitos sobreviveram. Mas como cidadãos mutilados. Filhos de cúlaques aprendiam cedo a sussurrar, esconder o sobrenome, negar a própria história. O crime não era um ato. Era ser. Quando a realidade atrapalhava, a ideologia corrigia a realidade.
Isso não é passado distante. É um aviso. Toda vez que uma ideia se declara portadora da verdade absoluta, ela precisa de inimigos estruturais. E quando o inimigo não existe em número suficiente, ele é produzido. Com linguagem nobre. Com gráficos. Com moralidade. Com aplausos.
Ideologias matam quando param de descrever o mundo e passam a substituí-lo. Quando a pessoa vira categoria. Quando o rótulo vale mais que a vida. Quando discordar vira desvio moral. Quando a ficha importa mais que o rosto.
Os cúlaques não morreram porque existiam. Existiram porque precisavam morrer.
É assim que a ideologia mata: convencendo todo mundo de que não foi ela.
Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto
Velhinha de Águas Claras
Eu sempre disse: cadeia foi feita pra bandido. Bandido comum. Gente sem Deus no coração, sem família tradicional, sem foto com a bandeira americana na sala. Esse tipo aí sempre mereceu o peso máximo da lei, sem choro, sem vela, sem conversa mole de direitos humanos.
E graças ao nosso capitão, o Brasil quase virou um paraíso da ordem. Mais polícia, mais punição, mais rigidez. Pobre suspeito tremia. Preto na periferia sabia que a lei era dura. Isso é segurança pública de verdade, não esse papinho sociológico.
Mas agora querem misturar as coisas. Jair Bolsonaro não é “bandido desses”. Ele é patriota. Pai de família. Homem de fé. Amigo do Trump. Defensor da pátria vestida com a bandeira certa - a americana, lógico, que é a que manda.
Bolsonaro não pode ser tratado como os outros. Porque os outros sempre foram problema. Ele é solução. Eles ameaçam a ordem. Ele salvou o Brasil do comunismo imaginário que mora na cabeça da gente desde 1964.
Então não venham com essa de igualdade perante a lei. Lei boa é a que sabe diferenciar. Uma coisa é o sistema ser duro com quem não presta. Outra é encostar em gente de bem, eleita por Deus, pelo WhatsApp e pelo algoritmo.
Se a lei serve pra todo mundo, ela está errada. Se a polícia é pra todos, também. Ordem e progresso, sim - mas com hierarquia. E quem não entendeu isso ainda é porque já foi contaminado pelo globalismo.
Amém.
Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto
Crédito: Denise Machado/ Blog Ibirataia
Carla Zambelli finalmente conheceu o Estado mínimo que ela tanto defendeu. Chamava-se cela.
A mulher que berrava lei e ordem, armava bravata, brandia moral cristã e fazia live sobre coragem agora apanha na cadeia italiana e pede, chorosa, para trocar de andar. O detalhe delicioso: pede proteção justamente ao Estado. Aquele mesmo que ela passou anos tratando como tirania comunista.
Zambelli não está presa por opinião, discurso ou fé. Está presa por crime. Crime feio, concreto, tosco: invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça com hacker de quinta categoria. Não é metáfora. Não é narrativa. É sentença confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. Dez anos. Trânsito em julgado. Acabou.
Aí ela fez o que essa turma sempre faz quando o palco acaba: correu. Fugiu do Brasil, vestiu a fantasia de perseguida política e descobriu, em Roma, uma verdade elementar da vida adulta: cadeia não liga para algoritmo, slogan nem hashtag. Cadeia não sabe o que é PL, não reconhece live, não respeita deputado. Cadeia só reconhece hierarquia, convivência forçada e silêncio.
Apanhou. Reclamou. Apanhou de novo. O presídio ignorou. Até que o advogado entrou em cena pedindo mudança de cela. Conseguiu. Porque, veja só, o Estado de Direito funciona. Funciona até para quem tentou dinamitar o Estado de Direito.
Enquanto isso, no Brasil, a farsa caiu. A Câmara tentou fazer contorcionismo institucional para manter o mandato. Alexandre de Moraes fez algo escandalosamente simples: aplicou a Constituição. Mandato de condenado criminalmente acabou. Não é escolha política, é consequência jurídica. O resto foi chilique.
Zambelli renunciou não por grandeza, mas por cálculo. Fugiu não por coragem, mas por pavor. E agora experimenta, sem filtro, sem público e sem curtida, o mundo real que sempre fingiu defender.
Não há lição moral. Não há redenção. Só o choque entre fantasia ideológica e concreto armado. E, desta vez, o concreto venceu.
Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto
Alexandre de Moraes fez o que um juiz faz quando o direito é chamado pelo nome certo: disse não.
Não ao teatro. Não à chantagem emocional. Não à tentativa de converter hospital em salvo-conduto.
A defesa pediu prisão domiciliar “humanitária”. Moraes respondeu com algo ainda mais humano e mais jurídico: não há fato novo, não há agravamento clínico, não há exceção. O Estado tem condições de tratar. A lei tem limites. E o réu tem histórico.
Bolsonaro não está sendo punido por estar doente. Está sendo mantido preso porque está preso. A ordem dos fatores importa. Quem tentou subverter a ordem constitucional não ganha atalho processual com soro e estetoscópio. Doença não é habeas corpus. Hospital não é extensão da sala de estar.
A decisão é seca, técnica, quase entediante - como deve ser. Nada de espetáculo, nada de messianismo, nada de “coitadismo institucional”. Alta médica concedida, retorno imediato à carceragem da Polícia Federal. Fim do ato. Cortinas fechadas.
E aqui está o ponto que incomoda: isso não é perseguição, é normalidade jurídica. É exatamente assim que o sistema funciona quando não se curva ao nome do réu, ao cargo que já teve ou à claque que grita do lado de fora. O que há é igualdade tardia. Mas ainda assim, igualdade.
Quem passou anos vendendo força agora testa o peso das regras. Quem confundiu poder com imunidade descobre que o Código Penal não reconhece ex-mito. Só reconhece fatos, atos e consequências.
Sem drama. Sem milagre. Sem privilégio. Apenas a lei - que, desta vez, resolveu não piscar.
Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto
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