Crédito: Denise Machado/ Blog Ibirataia
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Carla Zambelli finalmente conheceu o Estado mínimo que ela tanto defendeu. Chamava-se cela.
A mulher que berrava lei e ordem, armava bravata, brandia moral cristã e fazia live sobre coragem agora apanha na cadeia italiana e pede, chorosa, para trocar de andar. O detalhe delicioso: pede proteção justamente ao Estado. Aquele mesmo que ela passou anos tratando como tirania comunista.
Zambelli não está presa por opinião, discurso ou fé. Está presa por crime. Crime feio, concreto, tosco: invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça com hacker de quinta categoria. Não é metáfora. Não é narrativa. É sentença confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. Dez anos. Trânsito em julgado. Acabou.
Aí ela fez o que essa turma sempre faz quando o palco acaba: correu. Fugiu do Brasil, vestiu a fantasia de perseguida política e descobriu, em Roma, uma verdade elementar da vida adulta: cadeia não liga para algoritmo, slogan nem hashtag. Cadeia não sabe o que é PL, não reconhece live, não respeita deputado. Cadeia só reconhece hierarquia, convivência forçada e silêncio.
Apanhou. Reclamou. Apanhou de novo. O presídio ignorou. Até que o advogado entrou em cena pedindo mudança de cela. Conseguiu. Porque, veja só, o Estado de Direito funciona. Funciona até para quem tentou dinamitar o Estado de Direito.
Enquanto isso, no Brasil, a farsa caiu. A Câmara tentou fazer contorcionismo institucional para manter o mandato. Alexandre de Moraes fez algo escandalosamente simples: aplicou a Constituição. Mandato de condenado criminalmente acabou. Não é escolha política, é consequência jurídica. O resto foi chilique.
Zambelli renunciou não por grandeza, mas por cálculo. Fugiu não por coragem, mas por pavor. E agora experimenta, sem filtro, sem público e sem curtida, o mundo real que sempre fingiu defender.
Não há lição moral. Não há redenção. Só o choque entre fantasia ideológica e concreto armado. E, desta vez, o concreto venceu.
Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto
Alexandre de Moraes fez o que um juiz faz quando o direito é chamado pelo nome certo: disse não.
Não ao teatro. Não à chantagem emocional. Não à tentativa de converter hospital em salvo-conduto.
A defesa pediu prisão domiciliar “humanitária”. Moraes respondeu com algo ainda mais humano e mais jurídico: não há fato novo, não há agravamento clínico, não há exceção. O Estado tem condições de tratar. A lei tem limites. E o réu tem histórico.
Bolsonaro não está sendo punido por estar doente. Está sendo mantido preso porque está preso. A ordem dos fatores importa. Quem tentou subverter a ordem constitucional não ganha atalho processual com soro e estetoscópio. Doença não é habeas corpus. Hospital não é extensão da sala de estar.
A decisão é seca, técnica, quase entediante - como deve ser. Nada de espetáculo, nada de messianismo, nada de “coitadismo institucional”. Alta médica concedida, retorno imediato à carceragem da Polícia Federal. Fim do ato. Cortinas fechadas.
E aqui está o ponto que incomoda: isso não é perseguição, é normalidade jurídica. É exatamente assim que o sistema funciona quando não se curva ao nome do réu, ao cargo que já teve ou à claque que grita do lado de fora. O que há é igualdade tardia. Mas ainda assim, igualdade.
Quem passou anos vendendo força agora testa o peso das regras. Quem confundiu poder com imunidade descobre que o Código Penal não reconhece ex-mito. Só reconhece fatos, atos e consequências.
Sem drama. Sem milagre. Sem privilégio. Apenas a lei - que, desta vez, resolveu não piscar.
Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto
Foto: Laurens Niezen/ANP//AFP
Um incêndio nesta quinta-feira (01), destruiu a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Vondelkerk, de 1872, do século XIX, em Amsterdã na Holanda., durante celebrações do Ano Novo. A torre de 50 metros de altura desabou e o teto sofreu graves danos. Até o momento a causa do incêndio é desconhecida.
Foto: AFPNão há registro de feridos.
Crédito: Denise Machado/Blog Ibirataia
Durante a madrugada em uma festa de Ano Novo desta quinta-feira (01), o Bar Constellation, que fica dentro da estação de esqui de Crans- Montana, na Suiça, muito frequentando por jovens, turistas e moradores, teve uma explosão seguida de um incêndio que se alastrou deixando 40 mortos e 115 feridos a maioria em estado grave. Informações até o momento.
Foto: AFPAinda não se sabe ainda o que pode ter c.ausado o incêndio. O presidente da Suiça, diz ser a maior tragédia do país, sobre incêndio mortal.
Crédito: Denise Machado/Blog Ibirataia
Os admistradores do Grupo Ibirataia Whatsapp e Grupo Facebook desejam que o novo ano seja repleto de oportunidades e muita realizações para todos nós.
Namorado Raphael Canuto Costa, 21 anos e sua amiga Joyce Correa da Silva, de 29 anos, foram mortos atropelados por Geovanna de 21 anos, na Rua Professor Leitão da Cunha, no Parque Regina, no bairro Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, câmaras de segurança gravaram o atropelamento. Geovanna ainda atropelou um homem que ficou ferido e bateu em dois outros veículos
Geovanna Proque da Silva que é estudante de medicina veterinária, foi presa em flagrante pela Polícia militar (PM) e indicada na delegacia por homicídio doloroso duplamente qualificado,vpor motivo fútil e emboscada, além de lesão corporal da direção de veículo automotor.
A defesa alega que Geovanna estava sob eleito de remédio controlado, sua prisão preventiva, foi mantida pela Justiça.
Crime motivado por ciúmes. Não se trata de um acidente de trânsito Geovanna teria acelerado o carro de propósito para atingir a transeira da moto, impedindo qualquer chance de defesa das vítimas. Um vídeo gravando por câmeras de segurança, mostra a perseguição e batida
Crédito: Denise Machado/ Blog Ibirataia
Flávio Bolsonaro aparece num culto da Lagoinha, em Orlando, é chamado ao palco, recebe oração solene, posa de ungido e sai como pré-candidato presidencial. Cena clássica. Já vimos esse filme. O detalhe é o elenco coadjuvante - e o contexto que convenientemente fica fora do culto.
O pastor que conduz a oração é André Valadão, o mesmo que em 2023 virou alvo de ação do Ministério Público Federal por falas públicas consideradas discriminatórias contra a população LGBTQIA+, com ordem judicial para retirada de vídeos das redes. Não é cancelamento woke. É papel timbrado, processo e decisão.
Valadão não é apenas um líder religioso “polêmico”. É um ator político ativo, bolsonarista assumido, que opera há anos na fronteira porosa entre púlpito, palanque e rede social. O culto, ali, não é liturgia: é ensaio eleitoral.
E aí entra o contexto que não aparece na transmissão ao vivo.
A Lagoinha tem relações antigas e documentadas com a família Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master - hoje personagem central de investigações federais, acareações no STF e reportagens sobre operações financeiras agressivas. Não é crime por osmose, nem prova automática de nada. Mas é rede de poder real: fé como capital simbólico, dinheiro como infraestrutura, política como finalidade.
Essa engrenagem não nasceu ontem. Igrejas oferecem audiência fiel, disciplina emocional e blindagem moral. O capital oferece recursos, acesso e trânsito institucional. A política entra para colher voto ungido e narrativa redentora. Milagre mesmo é achar que isso é só “oração”.
O culto em Orlando acontece, ainda, no meio da briga aberta entre líderes evangélicos da direita. Silas Malafaia já avisou que Flávio não tem “musculatura política” e prefere outra chapa. Traduzindo: a guerra não é teológica. É sucessória.
Nada disso é sobre Deus; é sobre poder. Nada disso é espontâneo, é coreografado. E quando religião vira comitê eleitoral no exterior, convém perguntar menos “amém” e mais: quem articula, quem financia e quem lucra.
No Brasil, quando a fé entra em campanha, a democracia sai de joelhos - e o dízimo quase sempre vai para o caixa errado.
Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto
Quando uma jornalista escreve que um ministro do STF pressionou o presidente do Banco Central, não está fazendo crítica retórica. Está fazendo uma imputação gravíssima. “Pressão” sugere abuso de poder, ingerência institucional, algo que pode justificar impeachment. Palavra pesada não é detalhe estilístico. É ato.
Foi isso que critiquei desde o início. Não a existência da apuração. Não o jornalismo investigativo. Mas o salto narrativo: transformar suspeita em manchete máxima antes de demonstrar o nexo, o conteúdo, a materialidade.
Dias depois, a própria jornalista reformula a narrativa e admite que não houve pressão. Não um detalhe lateral - o núcleo da acusação. Só que a correção veio baixa, técnica, tímida. Enquanto a imputação veio alta, explosiva, viral.
É aqui que mora o problema.
Jornalismo investigativo não é tribunal. Não precisa de prova judicial para publicar. Mas também não pode tratar hipótese como fato, nem off como sentença. Fonte é ponto de partida, não ponto de chegada. Quando a narrativa corre mais rápido que os fatos, o dano institucional acontece antes - e a correção já não alcança o mesmo público.
A Escola Base não foi um erro porque se publicou cedo. Foi um erro porque se publicou como verdade o que não estava provado. O Watergate foi o oposto: denúncias vieram antes da Justiça, sim, mas sempre ancoradas em fatos verificáveis, documentos, checagem dura. A imprensa não condenou. Investigou. A prova veio depois.
No caso atual, os fatos posteriores confirmaram exatamente o alerta que fiz: a acusação foi mais ousada do que a prova permitia, e a retratação foi mais tímida do que a gravidade exigia.
Isso não transforma jornalista em criminosa, nem autoriza censura, nem invalida o jornalismo investigativo. Mas é, sim, eticamente criticável essa assimetria entre o estrondo da imputação e o sussurro da correção.
Não defendi ministro. Não ataquei imprensa. Não escolhi torcida. Defendi método. Porque método é o que impede que acusações gravíssimas sejam lançadas com leveza e corrigidas com pudor.
Em democracia, palavras importam. Provas importam. E a coragem de corrigir deveria ser proporcional à ousadia de acusar.
Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto
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Foto; João Mariachi/ RPCDenise Machado/ Blog Ibirataia
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