quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Carla Zambel Apanha em Cadeia Italiana

 Carla Zambelli finalmente conheceu o Estado mínimo que ela tanto defendeu. Chamava-se cela.

A mulher que berrava lei e ordem, armava bravata, brandia moral cristã e fazia live sobre coragem agora apanha na cadeia italiana e pede, chorosa, para trocar de andar. O detalhe delicioso: pede proteção justamente ao Estado. Aquele mesmo que ela passou anos tratando como tirania comunista.

Zambelli não está presa por opinião, discurso ou fé. Está presa por crime. Crime feio, concreto, tosco: invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça com hacker de quinta categoria. Não é metáfora. Não é narrativa. É sentença confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. Dez anos. Trânsito em julgado. Acabou.

Aí ela fez o que essa turma sempre faz quando o palco acaba: correu. Fugiu do Brasil, vestiu a fantasia de perseguida política e descobriu, em Roma, uma verdade elementar da vida adulta: cadeia não liga para algoritmo, slogan nem hashtag. Cadeia não sabe o que é PL, não reconhece live, não respeita deputado. Cadeia só reconhece hierarquia, convivência forçada e silêncio.

Apanhou. Reclamou. Apanhou de novo. O presídio ignorou. Até que o advogado entrou em cena pedindo mudança de cela. Conseguiu. Porque, veja só, o Estado de Direito funciona. Funciona até para quem tentou dinamitar o Estado de Direito.

Enquanto isso, no Brasil, a farsa caiu. A Câmara tentou fazer contorcionismo institucional para manter o mandato. Alexandre de Moraes fez algo escandalosamente simples: aplicou a Constituição. Mandato de condenado criminalmente acabou. Não é escolha política, é consequência jurídica. O resto foi chilique.

Zambelli renunciou não por grandeza, mas por cálculo. Fugiu não por coragem, mas por pavor. E agora experimenta, sem filtro, sem público e sem curtida, o mundo real que sempre fingiu defender.

Não há lição moral. Não há redenção. Só o choque entre fantasia ideológica e concreto armado. E, desta vez, o concreto venceu.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Sem Dramas, Sem Privilégio. Apenas a Lei

 Alexandre de Moraes fez o que um juiz faz quando o direito é chamado pelo nome certo: disse não.

Não ao teatro. Não à chantagem emocional. Não à tentativa de converter hospital em salvo-conduto.

A defesa pediu prisão domiciliar “humanitária”. Moraes respondeu com algo ainda mais humano e mais jurídico: não há fato novo, não há agravamento clínico, não há exceção. O Estado tem condições de tratar. A lei tem limites. E o réu tem histórico.

Bolsonaro não está sendo punido por estar doente. Está sendo mantido preso porque está preso. A ordem dos fatores importa. Quem tentou subverter a ordem constitucional não ganha atalho processual com soro e estetoscópio. Doença não é habeas corpus. Hospital não é extensão da sala de estar.

A decisão é seca, técnica, quase entediante - como deve ser. Nada de espetáculo, nada de messianismo, nada de “coitadismo institucional”. Alta médica concedida, retorno imediato à carceragem da Polícia Federal. Fim do ato. Cortinas fechadas.

E aqui está o ponto que incomoda: isso não é perseguição, é normalidade jurídica. É exatamente assim que o sistema funciona quando não se curva ao nome do réu, ao cargo que já teve ou à claque que grita do lado de fora. O que há é igualdade tardia. Mas ainda assim, igualdade.

Quem passou anos vendendo força agora testa o peso das regras. Quem confundiu poder com imunidade descobre que o Código Penal não reconhece ex-mito. Só reconhece fatos, atos e consequências.

Sem drama. Sem milagre. Sem privilégio. Apenas a lei - que, desta vez, resolveu não piscar.

Crédito: Escritor e Advogado Julio Benchimol Pinto 

Incêndio Destrói Igreja em Amsterdã

 

             Foto: Laurens Niezen/ANP//AFP

Um incêndio nesta quinta-feira (01),  destruiu a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Vondelkerk, de 1872, do século XIX, em Amsterdã na Holanda., durante celebrações  do Ano Novo. A torre de 50 metros de altura desabou  e o teto sofreu graves danos. Até o momento a causa do incêndio é desconhecida.

                Foto: AFP

Não há registro de feridos.

Crédito: Denise Machado/Blog Ibirataia 

Tragédia na Suiça em Festa de Ano Novo

 

Durante a madrugada em uma festa  de Ano Novo desta quinta-feira (01), o Bar Constellation, que fica dentro da estação   de esqui de Crans- Montana,  na Suiça,  muito frequentando por jovens, turistas  e moradores,   teve uma explosão  seguida de um incêndio que se alastrou deixando   dezenas de mortos e cem feridos a maioria em estado grave. Informações até o momento.

              Foto: AFP 
                Foto: Máxime Schmid/:AFP 

Ainda não se sabe ainda o que pode ter causado o incêndio. O presidente da Suiça, diz uma tragédia, sobre incêndio mortal.

Crédito: Denise Machado/Blog Ibirataia 

 

Carla Zambel Apanha em Cadeia Italiana

 Carla Zambelli finalmente conheceu o Estado mínimo que ela tanto defendeu. Chamava-se cela. A mulher que berrava lei e ordem, armava bravat...